Promotoria cobra regularização de serviços, medicamentos e equipamentos essenciais no HRG, após quase dez anos de ação judicial sem cumprimento efetivo.
Diante da insuficiência comprovada de medicamentos, materiais, equipamentos e da precariedade nos serviços assistenciais básicos do Hospital de Referência de Gurupi (HRG), o Ministério Público do Tocantins (MPTO) requereu que seja imposta multa diária de R$ 10 mil ao Estado, além da intimação do governador em exercício e do secretário de Saúde para sanarem as irregularidades em até 15 dias, com a devida comprovação do cumprimento das medidas.
O pedido foi apresentado nesta terça-feira (9) à 1ª Vara da Fazenda Pública de Gurupi pelo promotor de Justiça Marcelo Lima Nunes, que destacou a existência de sentença transitada em julgado não cumprida.
“Decorridos quase dez anos do ajuizamento da ação, inexiste comprovação de providências efetivas capazes de assegurar a plena execução da decisão judicial”, afirmou o membro do Ministério Público. A ação foi proposta em 2013.
Bloqueio de verbas
Caso o Estado alegue indisponibilidade orçamentária, o MPTO sugere o bloqueio e o remanejamento de recursos destinados à propaganda institucional ou a setores não prioritários da administração pública, até o montante atualizado da multa diária.
Falhas persistentes
Segundo o MPTO, embora o Estado tenha informado algumas medidas pontuais, as irregularidades permanecem. Entre as deficiências relatadas estão:
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Ausência de médicos horizontais intensivistas na UTI e de assistência cirúrgica cardiovascular.
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Falta de recursos assistenciais, como terapia nutricional, infectologia, hematologia, hemoterapia, fibrobroncoscopia, monitor de débito cardíaco e grupo de cuidados paliativos.
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Estrutura incompleta: ausência de sala de espera para acompanhantes, sala de isolamento pediátrico e espaço adequado para atendimento de pacientes psiquiátricos.
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Carência de serviços de diagnóstico, como ressonância magnética, anatomia patológica e exames de fluxo sanguíneo encefálico.
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Insuficiência de materiais básicos no Pronto Socorro, como luvas de látex, sondas e soro fisiológico.
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Escassez de diversos medicamentos tanto na UTI quanto no pronto atendimento.
Para o MPTO, a situação compromete gravemente o atendimento da população e exige providências urgentes e eficazes por parte do Estado.




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