O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) investiga indícios de corrupção, desvio de recursos públicos e a atuação de uma possível organização criminosa envolvendo membros da gestão municipal de Monte do Carmo. Entre os principais alvos da apuração estão o prefeito Rubens da Paixão Pereira Amaral, a primeira-dama e secretária municipal de Finanças, Willamara Paulino Bezerra, além de outros envolvidos ligados à atual administração.
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De acordo com o MPTO, a secretária Willamara Bezerra teria autorizado pagamentos a uma suposta “servidora fantasma”, identificada como Donilia Pinto de Cerqueira, que recebia salário pelo programa “Amigo da Escola”, sem exercer qualquer função efetiva.
Conforme informações do Portal da Transparência da Prefeitura, Donilia recebeu quatro pagamentos de R$ 750,05 entre abril e junho de 2025, totalizando R$ 3.000,20. Segundo a investigação, parte desse valor foi transferida para a conta da empresa Leonardo Bezerra Mendes, de propriedade do filho da secretária Willamara e enteado do prefeito Rubens Amaral.
Um dos depósitos, realizado em 22 de abril, foi integralmente transferido uma semana depois para a empresa, após solicitação da própria secretária, segundo o MPTO. A movimentação levanta suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro e uso de “laranja” para ocultar o destino dos valores desviados.
As investigações também apontam que a empresa pode ser, de fato, administrada por Willamara Bezerra, configurando conflito de interesses e desvio de finalidade.
Suspeita de organização criminosa
Com base nos elementos coletados, o MPTO investiga a existência de uma organização criminosa familiar, formada pelo prefeito, a primeira-dama e o enteado, atuando para desviar recursos públicos e ocultar o destino do dinheiro. O inquérito considera dispositivos do Código Penal, da Lei de Improbidade Administrativa e da Lei de Lavagem de Dinheiro.
A investigação segue em andamento e pode resultar em ações judiciais, bloqueio de bens e pedidos de afastamento dos envolvidos, caso as suspeitas sejam confirmadas.
Segundo a defesa dos citados a informação é inverídica. Nem a Primeira-Dama nem o Prefeito de Monte do Carmo respondem a qualquer investigação de corrupção ou desvio de recursos pelo Ministério Público do Tocantins. A divulgação dessa notícia, sem qualquer respaldo em fatos ou provas, constitui ato calunioso e causa danos irreparáveis à honra e à imagem do casal. Reafirma-se o compromisso da gestão municipal
com a ética, a transparência e a legalidade.




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