Pré-candidato a deputado federal pelo PV no Tocantins reforça defesa dos direitos indígenas durante mobilização nacional
A manhã em Brasília amanhece marcada por cantos, pinturas corporais e o som firme dos maracás ecoando pela Esplanada dos Ministérios. No centro da mobilização do Acampamento Terra Livre, a marcha com o lema “Congresso inimigo dos povos indígenas” reúne milhares de lideranças originárias de todas as regiões do país em um ato de denúncia, resistência e afirmação de direitos.
Com faixas erguidas e corpos pintados que expressam identidade, espiritualidade e luta, os povos indígenas seguem em marcha até o Congresso Nacional, apontando o que consideram um cenário de retrocessos. Entre os principais alvos das críticas estão projetos de lei que ameaçam a demarcação de terras, a exploração de recursos naturais em territórios indígenas e a fragilização de órgãos de proteção.
A escolha do lema não é casual. Ao classificar o Congresso como “inimigo”, as lideranças denunciam a distância entre as decisões políticas e a realidade vivida nas aldeias. Para eles, muitas propostas em tramitação ignoram direitos garantidos pela Constituição de 1988, especialmente o reconhecimento dos territórios tradicionais como fundamentais para a sobrevivência física e cultural dos povos originários.
Durante a mobilização, o pré-candidato a deputado federal pelo Partido Verde (PV) no Tocantins, Avanilson Karajá, participou da marcha e destacou a importância da representatividade indígena nos espaços de decisão.
“Estar aqui é reafirmar nosso compromisso com os povos originários. Precisamos ocupar os espaços políticos para garantir que nossos direitos não sejam apenas reconhecidos, mas respeitados na prática. A luta que acontece aqui em Brasília ecoa nas aldeias de todo o Brasil”, afirmou.
As lideranças também reforçam que a luta vai além da terra: envolve a defesa do meio ambiente, da biodiversidade e do equilíbrio climático. “Defender os povos indígenas é defender o futuro do planeta”, ecoa entre os participantes, conectando a pauta indígena às urgências globais.
O Acampamento Terra Livre, considerado a maior mobilização indígena do Brasil, transforma a capital federal em um espaço de encontro, articulação política e troca de saberes. Além da marcha, o evento promove debates, assembleias e atividades culturais, fortalecendo a união entre diferentes etnias.
Ao final do percurso, diante do Congresso Nacional, o ato se consolida como um chamado à sociedade brasileira. Mais do que protesto, a marcha é um grito coletivo por respeito, escuta e garantia de direitos, reafirmando que os povos indígenas seguem organizados e determinados a lutar por seu território, sua cultura e seu futuro.








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