sábado , 6 junho 2026
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Prefeitura de Pium exonera parentes do vice-prefeito em meio a investigação por nepotismo

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Prefeitura de Pium exonera parentes do vice-prefeito em meio a investigação por nepotismo
Foto: Divulgação

Medida ocorre após inquérito do Ministério Público que apura contratações irregulares e possível favorecimento na gestão municipal

A Prefeitura de Pium exonerou três parentes do vice-prefeito Manoel Palma que ocupavam cargos estratégicos na administração municipal. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do Município (DOM) na última sexta-feira (20), em meio a uma investigação do Ministério Público do Tocantins sobre possíveis práticas de nepotismo.

Foram desligados dos cargos:

  • Eliane Araújo do Monte Palma Silva, irmã do vice-prefeito, que ocupava a Secretaria Municipal de Educação;
  • Walison Thiago Araújo Monteiro, sobrinho, responsável pela Secretaria de Infraestrutura;
  • Heloisa Araújo do Monte Palma, também sobrinha, que exercia cargo comissionado na área da Educação.

O inquérito civil foi instaurado em agosto de 2025 pela 1ª Promotoria de Justiça de Cristalândia, sob condução da promotora Janete de Souza Santos.

A investigação apura denúncias que apontam a existência de pelo menos 15 servidores com vínculos de parentesco com autoridades municipais, incluindo secretários, chefe de gabinete e o próprio vice-prefeito.

Além disso, o MPTO também investiga indícios de contratação de empresas ligadas a familiares de gestores públicos, possivelmente por meio de dispensa de licitação.

Na portaria que instaurou o procedimento, a promotora destacou que “o nepotismo é vedado em qualquer dos Poderes da República por força dos princípios constitucionais da impessoalidade, eficiência, igualdade e moralidade”.

Nepotismo é a prática de nomear ou contratar parentes para cargos públicos, especialmente funções comissionadas, sem critérios técnicos. No Brasil, a proibição está consolidada na Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal.

De acordo com o entendimento jurídico, não é necessária subordinação direta para caracterizar a irregularidade — basta a existência de vínculo familiar que influencie a nomeação.

Durante o andamento do inquérito, o MPTO solicitou à prefeitura informações detalhadas sobre os servidores citados, incluindo grau de parentesco e funções exercidas.

Caso sejam confirmadas irregularidades, os envolvidos poderão responder por improbidade administrativa, com penalidades que incluem:

  • perda da função pública
  • suspensão dos direitos políticos
  • aplicação de multa

Até o momento, a gestão municipal, comandada pelo prefeito Fernando Belarmino da Silva (União Brasil), não informou se as exonerações estão diretamente relacionadas à investigação.

O caso segue em apuração e deve ter novos desdobramentos conforme o avanço das análises do Ministério Público.

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