Francilene e Dorvalino foram mortos a tiros em Pium; investigações apontam que o crime foi motivado por vingança após término de relacionamento
Um crime brutal chocou a cidade de Pium, na região central do Tocantins, em junho de 2025. O casal de pastores Francilene de Sousa Reis e Silva, de 42 anos, e Dorvalino das Dores da Silva, de 63 anos, foi assassinado a tiros dentro de casa, no Assentamento Pericatu, após moradores ouvirem disparos de arma de fogo.
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Segundo a Polícia Militar, os corpos foram encontrados pelo filho das vítimas, que, junto a vizinhos, ainda tentou prestar socorro, mas o casal não resistiu aos ferimentos na cabeça. Testemunhas relataram ter visto um homem chegar de moto, correr até a residência, efetuar os disparos e fugir em seguida.
Quem eram as vítimas
Francilene e Dorvalino eram dirigentes da Assembleia de Deus Madureira no assentamento e bastante conhecidos pela comunidade.
“O casal era muito querido, sempre prestativo e de fé firme. Esse crime deixou todos abalados”, disse o pastor Jonas Figueiredo, amigo e colega de ministério.
Quem são os suspeitos
As investigações apontaram como principais suspeitos a ex-nora do casal, de 48 anos, e o namorado dela, apontado como executor. Os nomes não foram divulgados oficialmente.
Conforme a Polícia Civil, a mulher não aceitava o fim do casamento com o filho das vítimas e chegou a fazer ameaças. Segundo a delegada Jeannie Daier de Andrade, a suspeita dizia que o ex-marido a fazia sentir dor e que, por vingança, tiraria a vida das pessoas que ele mais amava.

Viagem e execução do crime
O casal de suspeitos viajou de Santa Catarina ao Tocantins pouco antes do crime. Eles visitaram o assentamento dias antes do ataque. Após o assassinato, a mulher retornou para Santa Catarina, enquanto o namorado permaneceu na região. Depois, os dois se reencontraram em Goiás e seguiram viagem até Joinville (SC), onde foram localizados meses depois.
Prisões
A ex-nora foi presa em 26 de junho de 2025, em Joinville, após a Justiça de Cristalândia decretar a prisão preventiva. Objetos relacionados ao crime foram apreendidos.
Já o executor foi capturado em 26 de setembro de 2025, em operação conjunta entre as polícias do Tocantins e de Santa Catarina. Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram o momento em que ele foi surpreendido em um apartamento em Joinville.
Ambos permanecem presos e devem responder por duplo homicídio qualificado.
Comunidade em choque
Moradores do assentamento lamentaram a violência.
“Era um casal de bem, que nunca teve problema com ninguém. Todo mundo está chocado porque não faz sentido uma tragédia dessas”, disse o comerciante Ivonete Pereira.
Já Ivanilde Gomes reforçou o sentimento de insegurança:
“Foi a primeira vez que vimos algo tão violento aqui. Sempre que alguém morria era por doença, nunca por crime. Estamos todos assustados”.
A investigação segue em andamento para esclarecer todos os detalhes da motivação e a participação de cada suspeito.




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