Nile William afirma que gestão afastada explorou fome do povo na pandemia e sinaliza abertura para construir agenda com Laurez Moreira
Em entrevista concedida à Gazeta nesta quinta-feira (4), o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Tocantins, Nile William, comentou o afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Para o dirigente, a decisão gera sentimentos ambíguos entre tristeza e alívio.
“Primeiramente, a gente vê com um misto de sentimentos: tristeza por novamente um governo sendo afastado pelo Judiciário, mas com alívio de ver o fim de um governo que usou da fome do povo na pandemia para se enriquecer ilicitamente”, afirmou Nile.
A fala faz referência às investigações da Operação Fames-19, da Polícia Federal, que apura supostos desvios de recursos públicos destinados à compra de cestas básicas durante a crise sanitária da Covid-19. O prejuízo estimado chega a R$ 73 milhões.
Abertura para diálogo
Questionado pela Gazeta sobre a possibilidade de o PT buscar espaço no governo interino ou compor com a gestão de Laurez Moreira (PSD), Nile William destacou a disposição histórica da sigla para o diálogo.
“O PT sempre esteve pronto para o diálogo com todos os segmentos que queiram debater e construir uma sociedade melhor, que efetive os direitos sociais e que defenda a democracia. Torcemos muito para que o governador Laurez Moreira siga nesse caminho, e estamos abertos ao diálogo”, declarou.
Cenário político
Com o afastamento de Wanderlei Barbosa, Laurez Moreira assumiu o comando do Executivo estadual como governador em exercício. O momento abre espaço para negociações políticas e possíveis novas alianças, em meio às investigações que abalaram a gestão anterior.
Para Nile William, o momento exige serenidade e compromisso com a população tocantinense:
“O povo do Tocantins já sofreu muito com governos que desviaram recursos e deixaram de priorizar quem mais precisa. Agora, esperamos que a reconstrução seja feita com responsabilidade social e respeito à democracia”.
Fonte: Gazeta do Cerrado




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