Jairon de Souza Silva foi sentenciado por matar o vendedor Vinícius Lucas Ferreira Silva com sete disparos; decisão ainda cabe recurso
O réu Jairon de Souza Silva foi condenado a 24 anos e nove meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo homicídio do vendedor Vinícius Lucas Ferreira Silva, ocorrido na madrugada de 30 de setembro de 2023, no estacionamento da Praia da Graciosa, em Palmas. A sentença foi proferida pelo juiz Cledson José Dias Nunes, da 1ª Vara Criminal da capital, em 1º de setembro de 2025.
O júri popular considerou que o crime foi praticado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Além da pena de prisão, o réu foi condenado a pagar indenização de R$ 100 mil à família de Vinícius, por danos morais.
Segundo a decisão, Vinícius foi atingido por sete disparos de arma de fogo, sendo dois deles na região da cabeça.
“A quantidade de disparos e a região em que a vítima foi atingida demonstram, sem sombra de dúvida, o grau elevadíssimo de intensidade do dolo”, destacou o magistrado na sentença.
Defesa vai recorrer
A defesa de Jairon alegou nulidades no processo, principalmente quanto à prova de extração telefônica, e informou que recorrerá às instâncias superiores.
“Estamos convictos de que tais questões devem ser analisadas pelas instâncias superiores”, afirmou em nota.
Motivo do crime
De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Eduardo Menezes, o homicídio foi motivado por um desentendimento entre autor e vítima. A polícia apurou que a esposa de Vinícius teria mantido um relacionamento extraconjugal com Jairon, fato que gerou conflitos e ameaças de morte.
Dias antes do crime, Vinícius e Jairon discutiram, ocasião em que o réu teria feito ameaças. No dia do assassinato, uma testemunha relatou que a vítima aguardava um carro de aplicativo, ao lado de amigos, quando foi surpreendida por disparos à queima-roupa.
Prisão do autor
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Jairon foi preso em 1º de novembro de 2023, em uma loja de conveniência na Quadra 501 Norte, em Palmas. Antes disso, já havia sido abordado em outra ocasião, quando tentava fugir da polícia na Quadra 607 Norte, alegando defeito na tornozeleira eletrônica.
O réu cumpria pena anterior por homicídio e tráfico de drogas e estava em regime semiaberto domiciliar. A polícia suspeitou de irregularidades no monitoramento eletrônico, já que o equipamento frequentemente apresentava falhas.
Conhecido pelo apelido de “Guerreiro”, Jairon foi encaminhado à Unidade Prisional de Palmas, onde permaneceu à disposição da Justiça até a realização do júri.




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