Parlamentar do Republicanos, cotado para relatoria da CPMI do INSS, teve endereços vasculhados durante a segunda fase da Operação Fames-19.
O deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO), cotado para assumir a relatoria da CPMI do INSS, foi um dos alvos de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (3), durante a segunda fase da Operação Fames-19. A investigação mira supostos desvios milionários em contratos de compra de cestas básicas e frangos congelados pelo governo do Tocantins durante a pandemia de Covid-19.
Na mesma operação, o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) foi afastado do cargo por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com a PF, Ayres entrou no radar após o cumprimento das primeiras buscas, quando foram encontrados documentos contendo anotações de nomes de parlamentares supostamente ligados a pagamentos indevidos.
“Apesar das apurações terem começado sem quaisquer indícios acerca da participação de pessoa que atualmente possuísse foro por prerrogativa de função, é fato que, após as buscas domiciliares, foram descobertas algumas provas – anotações – que apontariam que, além dos crimes praticados pelos investigados supracitados – pode ter ocorrido pagamentos de vantagens indevidas para parlamentares estaduais”, apontam os investigadores.
Entre os registros, constavam tabelas com os nomes de Cleyton Cardoso, Leo Barbosa, Eduardo Siqueira, Ricardo Ayres e Ivory, que segundo a PF, podem ter referência a deputados em exercício de mandato.

Atualmente deputado federal, Ricardo Ayres foi deputado estadual no Tocantins entre 2019 e 2023, período em que ocorreram os contratos sob suspeita.
A investigação estima que os contratos, financiados por emendas parlamentares, movimentaram cerca de R$ 97 milhões, com um prejuízo de R$ 73 milhões aos cofres públicos. Parte dos valores teria sido desviada para empreendimentos de luxo, compra de gado e despesas pessoais.
As diligências da operação foram cumpridas em Palmas (TO), Araguaína (TO), Distrito Federal, Imperatriz (MA) e João Pessoa (PB), com a mobilização de cerca de 200 agentes da Polícia Federal.




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