quinta-feira , 15 outubro 2026
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Deputado Ricardo Ayres é alvo de operação da PF que apura desvios em contratos de cestas básicas no Tocantins

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Deputado Ricardo Ayres é alvo de operação da PF que apura desvios em contratos de cestas básicas no Tocantins
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Parlamentar do Republicanos, cotado para relatoria da CPMI do INSS, teve endereços vasculhados durante a segunda fase da Operação Fames-19.

O deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO), cotado para assumir a relatoria da CPMI do INSS, foi um dos alvos de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (3), durante a segunda fase da Operação Fames-19. A investigação mira supostos desvios milionários em contratos de compra de cestas básicas e frangos congelados pelo governo do Tocantins durante a pandemia de Covid-19.

Na mesma operação, o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) foi afastado do cargo por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

De acordo com a PF, Ayres entrou no radar após o cumprimento das primeiras buscas, quando foram encontrados documentos contendo anotações de nomes de parlamentares supostamente ligados a pagamentos indevidos.

“Apesar das apurações terem começado sem quaisquer indícios acerca da participação de pessoa que atualmente possuísse foro por prerrogativa de função, é fato que, após as buscas domiciliares, foram descobertas algumas provas – anotações – que apontariam que, além dos crimes praticados pelos investigados supracitados – pode ter ocorrido pagamentos de vantagens indevidas para parlamentares estaduais”, apontam os investigadores.

Entre os registros, constavam tabelas com os nomes de Cleyton Cardoso, Leo Barbosa, Eduardo Siqueira, Ricardo Ayres e Ivory, que segundo a PF, podem ter referência a deputados em exercício de mandato.

Deputado Ricardo Ayres é alvo de operação da PF que apura desvios em contratos de cestas básicas no Tocantins
Print utilizado em investigação da PF na operação Fames

Atualmente deputado federal, Ricardo Ayres foi deputado estadual no Tocantins entre 2019 e 2023, período em que ocorreram os contratos sob suspeita.

A investigação estima que os contratos, financiados por emendas parlamentares, movimentaram cerca de R$ 97 milhões, com um prejuízo de R$ 73 milhões aos cofres públicos. Parte dos valores teria sido desviada para empreendimentos de luxo, compra de gado e despesas pessoais.

As diligências da operação foram cumpridas em Palmas (TO), Araguaína (TO), Distrito Federal, Imperatriz (MA) e João Pessoa (PB), com a mobilização de cerca de 200 agentes da Polícia Federal.

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