Parlamentares destinaram mais de R$ 72 milhões em emendas para contratos de cestas básicas e frangos durante a pandemia; parte do dinheiro teria financiado luxo e bens pessoais.
A segunda fase da Operação Fames-19, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (3), atingiu em cheio a Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto). Documentos da investigação revelam que 19 deputados estaduais são citados como autores de emendas que destinaram recursos para a compra de cestas básicas e frangos congelados entre 2020 e 2021.
Segundo a PF, o esquema teria movimentado R$ 97 milhões em contratos, com prejuízo estimado de R$ 73 milhões aos cofres públicos. Parte dos valores teria sido desviada para a construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e despesas pessoais dos envolvidos.
De acordo com planilhas apreendidas, as emendas investigadas somam R$ 72.472.595,80.
A decisão do ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que afastou o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e a primeira-dama Karynne Sotero por seis meses, coloca agora os parlamentares no centro das apurações.
Deputados estaduais reeleitos e valores destinados:
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Nilton Franco (Republicanos) – R$ 3.800.000,00
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Valdemar Júnior (Republicanos) – R$ 3.500.000,00
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Olyntho Neto (PSDB) – R$ 3.200.000,00
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Amélio Cayres (Republicanos) – R$ 2.675.000,00
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Claudia Lelis (PV) – R$ 2.480.000,00
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Leo Barbosa (Republicanos) – R$ 1.900.000,00
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Jair Farias (Republicanos) – R$ 1.200.000,00
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Jorge Frederico (Republicanos) – R$ 2.200.000,00
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Ivory de Lira (PCdoB) – R$ 2.300.000,00
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Valdeires Castelo Branco (PP) – R$ 2.390.000,00
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Vilmar de Oliveira (Solidariedade) – R$ 1.600.000,00
Deputados federais eleitos e valores destinados:
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Antonio Andrade (Republicanos) – R$ 1.000.000,00
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Ricardo Ayres (Republicanos) – R$ 2.855.000,00
Ex-deputados e valores destinados:
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Eduardo Siqueira Campos (Podemos) – R$ 4.850.000,00 – atual prefeito de Palmas
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Fabion Gomes (PL) – R$ 1.800.000,00 – atual prefeito de Tocantinópolis
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Issam Saado (Republicanos) – R$ 3.400.000,00 – atual secretário no governo Wanderlei Barbosa
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Elenil da Penha (MDB) – R$ 312.500,00 – atual gestor no governo Wanderlei Barbosa
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Luana Ribeiro (PSDB) – R$ 1.350.000,00 – sem mandato
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Amália Santana (PT) – R$ 2.400.000,00 – sem mandato
A Polícia Federal reforça que a investigação continua e que os parlamentares citados terão suas condutas analisadas no âmbito da operação, que já é considerada uma das maiores ofensivas contra corrupção no Estado.




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