sábado , 6 junho 2026
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Primeiro veículo é retirado do Rio Tocantins após desabamento da ponte Juscelino Kubitschek

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Primeiro veículo é retirado do Rio Tocantins após desabamento da ponte Juscelino Kubitschek
Momento em que o caminhão foi retirado | Foto: Divulgação/Instagram Elias Junior

Operação complexa envolve DNIT, Marinha e órgãos ambientais; previsão é de que remoção total leve três meses

O desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava Tocantins e Maranhão, deixou 18 vítimas em dezembro de 2024. Quatorze corpos foram encontrados, três pessoas continuam desaparecidas e apenas uma sobreviveu à tragédia. Desde então, veículos e cargas permanecem no fundo do Rio Tocantins, junto com os destroços da estrutura.

Nesta quarta-feira, 20, uma operação marcou a primeira retirada de veículo: uma caminhonete foi içada do leito do rio pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com apoio da Marinha do Brasil. O trabalho envolveu oito mergulhadores, balões de reflutuação com capacidade para cinco toneladas, rebocadores e um guindaste.

O procedimento foi registrado em vídeo pelo vereador de Arguianópolis, que também havia filmado, no dia do acidente, o exato momento em que o vão central da ponte cedeu.

Próximos passos da operação

De acordo com o DNIT, ainda restam quatro caminhões e dois veículos de médio porte submersos. Parte deles está soterrada ou presa nos escombros, o que deve prolongar a operação por pelo menos três meses.

Entre os caminhões que caíram no rio, três transportavam ácido sulfúrico e agrotóxicos. Um laudo da Polícia Federal identificou cerca de 1,3 mil galões no fundo do Tocantins. Até maio de 2025, apenas 29 unidades haviam sido retiradas. A expectativa é que toda a carga seja removida até setembro deste ano.

Monitoramento ambiental

O Ibama acompanha as ações para avaliar possíveis impactos ambientais provocados pela presença dos produtos químicos no rio. Já a Marinha segue monitorando as condições de segurança da operação, garantindo que os trabalhos de retirada ocorram de forma controlada e sem novos riscos à região.

A tragédia, que completará um ano em dezembro, segue mobilizando autoridades, familiares das vítimas e moradores da região, enquanto a remoção dos destroços representa um passo importante para a retomada da normalidade no trecho atingido.

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