IML confirma morte natural e Polícia Civil apura divergência em documentos
O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado nesta quarta-feira, 20, para realizar a remoção do corpo de um homem encontrado sem vida em uma residência no setor João Lisboa da Cruz, em Gurupi. O cadáver foi levado para a sede do órgão, onde os peritos iniciaram os exames de identificação.
Durante a análise, os técnicos constataram que o documento encontrado junto ao corpo não pertencia ao homem. A Polícia Civil, por meio do Instituto de Identificação, entrou em contato com familiares no Estado de São Paulo, que enviaram a imagem de uma antiga carteira de habilitação, datada de 2011.
Segundo os parentes, o homem estaria utilizando documentos de outra pessoa, possivelmente para se esquivar de dívidas com a Justiça. Contudo, após checagem, não foi localizado nenhum mandado de prisão em aberto — nem para o nome constante no documento fornecido pela família, nem para o que estava em posse do falecido.
De acordo com as informações, o documento localizado junto ao corpo trazia o nome de Miguel Francisco, nascido em 1959. Já os familiares afirmam que o verdadeiro nome do homem é Marco Antônio, nascido em 1960. A proximidade das datas de nascimento aumenta a suspeita de uso de identidade falsa.
O IML informou ainda que as causas da morte foram naturais. O homem fazia uso de medicamentos e, no local onde foi encontrado, havia também bebidas alcoólicas. A suspeita é de que ele tenha sofrido um infarto.
As investigações continuam para esclarecer oficialmente a identidade do falecido e confirmar as circunstâncias em que ele utilizava documentos divergentes.
Fonte Matéria: Jair Inocêncio




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