A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou, nesta quarta-feira (9), um novo boletim médico sobre o estado de saúde do prefeito afastado de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), que permanece internado na UTI do Hospital Geral de Palmas após sofrer um infarto agudo do miocárdio na madrugada de terça-feira (8).
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Segundo o boletim, Eduardo passou por um cateterismo seguido de angioplastia coronariana de emergência. O procedimento foi bem-sucedido e ele está consciente, estável, assintomático e com o fluxo sanguíneo normalizado. Apesar disso, exames laboratoriais mostram que as enzimas cardíacas específicas — troponina e CK-MB — continuam elevadas, o que exige cuidados contínuos e monitoramento rigoroso.
O prefeito afastado está sob acompanhamento de uma equipe multiprofissional e permanece em repouso absoluto, com dieta especial e restrição de visitas. A equipe médica também destacou a importância do controle emocional neste período de recuperação.
Infarto ocorreu durante prisão no QCG
Eduardo Siqueira estava preso desde 27 de junho no Quartel do Comando Geral da PM em Palmas, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), em investigação que apura suposto vazamento de informações sigilosas ligadas ao STJ. Durante a madrugada de terça, ele sentiu dores intensas no peito e foi levado pelo SAMU ao hospital, onde foi identificado com um quadro grave de angina instável.
Os exames mostraram obstrução significativa na principal artéria coronariana, exigindo o implante de um stent para restaurar o fluxo sanguíneo.
Prisão domiciliar autorizada
Considerando o estado de saúde do investigado, o ministro Cristiano Zanin, relator do caso no STF, autorizou a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, mantendo as medidas cautelares já impostas: afastamento do cargo, proibição de deixar o país e de manter contato com outros investigados. A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável à medida.
A defesa de Eduardo, representada pelo advogado Juvenal Klayber, informou que agora busca a revogação total da prisão preventiva.
Entenda o caso
Eduardo foi preso na nova fase da Operação Sisamnes, que apura o funcionamento de uma suposta organização criminosa especializada em comercializar e vazar informações sigilosas de investigações conduzidas pelo STJ. Além dele, um advogado e um policial civil também foram detidos.
As investigações continuam em sigilo e ainda não há informações detalhadas sobre os vínculos entre os investigados. As autoridades apontam a existência de uma rede clandestina de monitoramento e repasse ilegal de dados que interfeririam em operações da Polícia Federal.




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