Dhiêine Caminski segue no cargo, mas mudança é considerada provável pela gestão de Carlos Velozo; vereadores são cotados para assumir pasta
A secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhiêine Caminski, pode ser exonerada do cargo nas próximas duas semanas. A informação foi apurada junto a fontes ligadas ao Executivo, que apontam a possível saída da gestora como parte do processo de reorganização administrativa conduzido pelo prefeito em exercício, Carlos Eduardo Batista Velozo (Agir).
Segundo interlocutores do governo, a mudança já é considerada provável e está sendo tratada de forma reservada. Dhiêine permanece no comando da pasta durante este período de transição, com foco na continuidade dos serviços e repasse de informações ao futuro titular.
A possível substituição ocorre em meio a um cenário de pressão orçamentária enfrentado pela Prefeitura de Palmas. Somente no primeiro semestre de 2025, o município pagou mais de R$ 45 milhões em restos a pagar de anos anteriores. Como resposta, a administração municipal tem revisto metas, intensificado o controle de despesas e reavaliado contratos.
A Secretaria Municipal de Saúde, por ser responsável por uma parcela expressiva do orçamento, passou a receber atenção especial da nova gestão. Há entendimento interno de que a pasta necessita de uma liderança que una capacidade técnica e alinhamento político com o prefeito interino, que assumiu o cargo após o afastamento de Eduardo Siqueira Campos (Podemos), investigado pela Polícia Federal.
Vereadores na mira
Dois nomes ligados à base aliada de Carlos Velozo surgem como favoritos para assumir a Saúde: os vereadores Léo da Saúde (PL) e Vinícius Pires (PSDB). Ambos têm ligação com o setor e presença ativa nos debates sobre políticas públicas de saúde na capital.
Léo da Saúde tem, inclusive, circulado pelas dependências da secretaria, acompanhando reuniões e participando de agendas administrativas. A eventual nomeação de um vereador também fortaleceria a articulação política com a Câmara Municipal, algo considerado estratégico neste momento de transição.
Apesar das especulações, a definição depende ainda de negociações internas e da aceitação dos parlamentares, que precisariam se licenciar do cargo legislativo para assumir o comando da pasta.
Prefeitura mantém silêncio
Até o momento, Dhiêine Caminski não se pronunciou publicamente sobre a possível exoneração. A Prefeitura de Palmas também não confirmou nem negou a substituição. Internamente, o clima é de expectativa para uma definição até meados de julho, dentro do prazo necessário para garantir uma transição estável e a instalação de uma nova liderança.
A reestruturação da pasta é vista como um movimento essencial para o reequilíbrio financeiro da saúde municipal e a adaptação da administração à nova conjuntura política da capital.




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