Réus serão ouvidos em Araguaína em ação que apura lavagem de dinheiro, organização criminosa e exploração de apostas ilegais
A Justiça do Tocantins marcou para o dia 6 de fevereiro, às 12h30, a Audiência de Instrução e Julgamento da ação penal que apura crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e exploração de apostas ilegais por meio de plataformas digitais. O processo envolve Maria Karollyny Campos Ferreira, conhecida como Karol Digital, além de Maria Luzia Campos de Miranda, Dhemerson Rezende Costa e Cristiano Arruda da Silva, todos denunciados pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO).
A ação tramita na 1ª Vara Criminal de Araguaína, sob responsabilidade do juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra. Conforme decisão judicial, a audiência ocorrerá em formato híbrido, com participação presencial no Fórum de Araguaína e virtual, por meio da plataforma SIVAT, utilizada pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO). Réus que respondem em liberdade e testemunhas residentes na comarca deverão comparecer presencialmente.
Fase decisiva do processo
A audiência de instrução é considerada uma das etapas mais importantes da ação penal, pois é o momento em que o magistrado colhe as provas orais que servirão de base para o julgamento. Estão previstas as oitivas de testemunhas arroladas pela acusação e pelas defesas, possíveis esclarecimentos de peritos, acareações, se necessárias, e, ao final, o interrogatório dos réus.
Advertências e regras de comparecimento
Na decisão interlocutória, o juiz fez advertências expressas sobre o comparecimento das testemunhas. A ausência injustificada ou o não acesso à audiência virtual, assim como a falta de envio prévio dos dados de conexão, poderá resultar em condução coercitiva ou ser considerada ato atentatório à dignidade da Justiça. A medida também se aplica a policiais civis e militares convocados, diante de registros anteriores de ausência sob alegação de falhas técnicas.
Contexto do caso
A ação penal investiga um suposto esquema de exploração de apostas ilegais, com utilização de plataformas digitais não autorizadas, entre elas o site cooperarpg.com, além da prática de lavagem de dinheiro em larga escala e atuação estruturada de organização criminosa. Segundo a denúncia, algumas condutas teriam ocorrido milhares de vezes, a partir da movimentação de recursos de origem ilícita.
Antes de designar a audiência, o magistrado rejeitou a maior parte das preliminares apresentadas pelas defesas, manteve o recebimento da denúncia e decidiu pela continuidade do bloqueio de bens dos acusados, como forma de assegurar eventual reparação de danos ou perdimento em favor da União.
Com a data definida, o processo avança para a fase de produção de provas orais, etapa que antecede a apresentação das alegações finais e o julgamento do mérito da ação penal.




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