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Maus-tratos a animais em Araguaína: cão resgatado em estado grave não resistiu

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Maus-tratos a animais em Araguaína: cão resgatado em estado grave não resistiu
As denúncias podem ser feitas de forma anônima à Fiscalização Ambiental no telefone (63) 99976-7337 (Foto: Facit/Fiscalização Ambiental)

Araguaína continua registrando casos de maus-tratos a animais, crime previsto em lei. Um caso recente envolvendo um cão chamou atenção pela complexidade da situação e pela atuação imediata da Fiscalização Ambiental do município.

O caso começou quando uma clínica veterinária de uma faculdade local denunciou que um cão, internado por 35 dias para tratamento, foi retirado pelo tutor sem concluir os cuidados e sem quitar as despesas. Após tentativas de contato sem sucesso, os fiscais descobriram que o animal havia sido levado a uma chácara.

No local, o cão foi encontrado em estado grave: deitado no chão, sem água e coberto por moscas e formigas. Resgatado com apoio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o animal foi diagnosticado com leishmaniose e encaminhado para tratamento, mas não resistiu. A Prefeitura registrou boletim de ocorrência e encaminhará o caso ao Ministério Público do Tocantins, além de aplicar penalidades administrativas.

Como denunciar maus-tratos
A população pode fazer denúncias de forma anônima à Fiscalização Ambiental, apresentando endereço, fotos ou vídeos. As informações podem ser entregues presencialmente na Prefeitura, na Avenida Marginal Neblina, ou pelos telefones (63) 99976-7337 e (63) 3411-7301.

Legislação e penalidades
O crime de maus-tratos a animais é previsto na Lei Federal nº 9.605/1998, com pena de 2 a 5 anos de reclusão, multa e proibição da guarda. A Lei Municipal nº 3.355/2022 reforça essas medidas, incluindo abandono, falta de alimentação, privação de água, manutenção em ambiente inadequado e ausência de atendimento veterinário.

Prevenção à leishmaniose
O cão é o principal reservatório doméstico da leishmaniose visceral. Em Araguaína, a prevalência de casos em 2025 é de 15% entre animais testados. O município realiza exames, tratamento ou recolhimento, além de visitas em bairros prioritários para colocação de coleiras repelentes.

Ketren Carvalho, responsável pelo Programa de Controle das Leishmanioses, alerta: “Cães com suspeita clínica apresentam queda de pelos, crescimento anormal das unhas, emagrecimento e feridas que não cicatrizam”.

A Prefeitura orienta manter a limpeza dos ambientes, usar repelentes e levar imediatamente os animais com sintomas ao CCZ. Dúvidas podem ser esclarecidas pelos números: (63) 3411-7125, (63) 3411-7126 ou (63) 3411-7128.

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