A Polícia Civil do Tocantins intensificou as ações de enfrentamento ao tráfico de drogas durante o mês de junho, por meio da Operação Narke IV. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), e contou com a participação das unidades especializadas de repressão ao narcotráfico em todo o Brasil.
No Tocantins, a operação teve desdobramentos em várias regiões. No município de Pedro Afonso, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, resultando na prisão de três pessoas. Durante as ações, foram apreendidos entorpecentes como maconha e crack, além de dinheiro em espécie e veículos utilizados no crime.
Em Palmas, a 1ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) incinerou cerca de 200 quilos de entorpecentes. Já na região sul da capital, os agentes desarticularam um ponto de venda de drogas no setor Taquari. No local, um adolescente de 16 anos foi apreendido em posse de uma pistola calibre 40 com mira laser, 450 gramas de substância análoga à cocaína, 22 munições de calibres variados e duas balanças de precisão.
Além das ações repressivas, a Polícia Civil também atuou na prevenção. Em Porto Nacional, foram realizadas palestras educativas voltadas à conscientização sobre o uso de drogas e ao fortalecimento dos vínculos comunitários.
“A Operação Narke IV demonstra o comprometimento da Polícia Civil do Tocantins com a repressão qualificada ao tráfico de drogas, além do investimento em ações preventivas. A integração com as demais forças fortalece a nossa capacidade de resposta e amplia os impactos contra o crime organizado”, destacou o delegado Alexander Pereira da Costa, titular da 1ª Denarc de Palmas.
Resultados da operação em todo o Brasil
Conforme balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Operação Narke IV teve alcance nacional. Foram 664 prisões, 5,8 toneladas de entorpecentes apreendidas, 128 veículos recolhidos e diversos documentos e valores em espécie interceptados.
Mais de 65 toneladas de drogas foram incineradas, resultando em um prejuízo estimado de R$ 155 milhões às organizações criminosas. A operação também reforça o papel da Rede Nacional de Unidades de Enfrentamento ao Narcotráfico (Renarc), promovendo o trabalho conjunto e a efetividade no combate ao tráfico de drogas no país.




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