Tocantinense ganhou projeção nacional ao criar o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que impulsionou o debate sobre o fim da escala 6×1 no Brasil.
A trajetória de Rick Azevedo, conhecido também como Ricardo Azevedo, ganhou um novo capítulo com sua eleição para deputado federal pelo Rio de Janeiro. Natural de Dianópolis e criado em Taipas, no Tocantins, o político construiu sua trajetória na capital fluminense, onde vive há mais de uma década e se tornou uma das principais vozes do movimento pelo fim da escala de trabalho 6×1.
Ligado ao PSOL, Rick recebeu 191.371 votos, segundo os dados apresentados sobre o resultado eleitoral, alcançando a segunda maior votação individual do estado. Sua história também mantém vínculos com o Tocantins: ele é sobrinho do ex-prefeito Joaquim Azevedo e tem suas origens ligadas ao sudeste tocantinense.
A eleição representa a chegada ao Congresso Nacional de uma liderança que ganhou notoriedade a partir de uma mobilização popular nas redes sociais e nas ruas, levando ao centro do debate público uma reivindicação relacionada à jornada de trabalho e à qualidade de vida dos trabalhadores.
Movimento VAT levou a escala 6×1 ao debate nacional
Rick Azevedo ganhou projeção ao criar o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), iniciativa que questiona a escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem um dia de descanso.
A mobilização ganhou força com uma petição online que, conforme os números divulgados pelo movimento, ultrapassou 2 milhões de assinaturas. A campanha chamou a atenção de parlamentares e ampliou a discussão sobre a necessidade de mudanças na jornada de trabalho brasileira.
O tema também chegou ao Congresso por meio de propostas legislativas, entre elas uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que busca alterar as regras da jornada de trabalho.
A discussão ultrapassou as fronteiras partidárias e passou a envolver trabalhadores, representantes do setor produtivo, sindicatos e parlamentares, com debates sobre descanso semanal, produtividade, custos para as empresas e qualidade de vida.


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