Ministério Público aponta disputa entre facções criminosas como motivação do crime; acusados seguem presos preventivamente.
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) denunciou três homens suspeitos de participação em um ataque a tiros que deixou uma pessoa morta e outra ferida no centro de Dianópolis. De acordo com a investigação, o crime teria sido motivado por uma disputa territorial entre facções criminosas rivais que atuam na região.
A denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Dianópolis e atribui aos investigados os crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, participação em organização criminosa armada, corrupção de menor, porte ilegal de arma de fogo e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Um dos denunciados também responderá pelos crimes de receptação e desobediência.
Crime foi planejado, aponta investigação
Segundo o Ministério Público, os três acusados saíram do oeste da Bahia e seguiram até Dianópolis na noite de 30 de maio de 2026 com o objetivo de executar integrantes de uma facção rival.
O ataque aconteceu em uma via pública da região central da cidade. As vítimas trafegavam em uma motocicleta quando foram surpreendidas pelos disparos efetuados pelos suspeitos.
Uma das vítimas morreu ainda no local. A outra foi socorrida e sobreviveu aos ferimentos.
Prisão em flagrante
Após o crime, os suspeitos fugiram em um veículo com placa adulterada. O automóvel foi localizado e interceptado por equipes da Polícia Militar.
Durante a abordagem, os policiais apreenderam duas armas de fogo e efetuaram a prisão em flagrante dos investigados.
As apurações também identificaram a participação de um adolescente na ação criminosa, circunstância que motivou a inclusão do crime de corrupção de menor na denúncia apresentada pelo MPTO.
Qualificadoras podem aumentar as penas
O Ministério Público sustenta que o homicídio e a tentativa de homicídio foram praticados por motivo torpe e mediante recurso que dificultou qualquer possibilidade de defesa das vítimas.
A denúncia também aponta que os disparos provocaram perigo comum e teriam sido realizados com arma de fogo de uso restrito, circunstâncias que podem agravar a pena em caso de condenação.
Somadas, as penas máximas previstas para os crimes imputados podem ultrapassar 90 anos de prisão para cada denunciado. A pena definitiva, no entanto, dependerá da decisão da Justiça, da análise das provas produzidas no processo e da individualização da conduta de cada acusado.
Caso será analisado pela Justiça
Os três denunciados permanecem presos preventivamente.
Caso a denúncia seja recebida pela Justiça e os acusados sejam pronunciados ao final da primeira fase do processo, eles serão submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Segundo o Ministério Público, a denúncia é resultado de uma atuação integrada entre as forças de segurança e o MPTO, que trabalharam desde o atendimento da ocorrência, passando pela prisão em flagrante dos suspeitos, até a coleta de provas para esclarecer a dinâmica do crime, sua motivação e a participação de cada investigado.



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