Animais foram encontrados em situação de vulnerabilidade e encaminhados para atendimento veterinário; caso é acompanhado por entidades de proteção animal e aguarda posicionamento oficial da Segurança Pública.
A Associação Proteção Animal de Araguaína (APAA), em atuação conjunta com a Associação de Proteção Animal de Lagoa da Confusão (APALC), realizou o resgate de animais mantidos em uma propriedade rural situada em Santa Rita do Tocantins após autorização da Justiça do Tocantins.
A ação ocorreu em uma chácara onde, segundo as entidades, os animais pertenciam a um idoso que possui histórico de envolvimento em ocorrência relacionada à prática de zoofilia no município de Lagoa da Confusão. Conforme as associações, novas denúncias indicavam a possibilidade de outros animais estarem sendo vítimas de violência sexual na propriedade.
Durante o cumprimento da decisão judicial, os animais foram encontrados acorrentados e em condições que motivaram a apreensão. Após o resgate, eles foram encaminhados para avaliação clínica, receberam atendimento médico-veterinário e iniciaram tratamento para recuperação.
Segundo as entidades, a medida teve como principal objetivo garantir a proteção e o bem-estar dos animais, evitando que permanecessem expostos a novos riscos enquanto os fatos são apurados pelas autoridades competentes.
O presidente da Associação Proteção Animal de Araguaína (APAA) e vereador de Araguaína, Diego Pires, destacou que a atuação conjunta demonstra o compromisso das entidades com a defesa dos animais.
“Nosso compromisso é proteger aqueles que não têm voz. A decisão judicial permitiu retirar esses animais de uma situação de risco e garantir que recebam os cuidados necessários. Esperamos que o caso seja apurado com todo o rigor da lei para que situações como essa não voltem a acontecer”, afirmou.
A presidente da Associação de Proteção Animal de Lagoa da Confusão (APALC), Camilla, ressaltou a importância da união entre as instituições e do apoio da Justiça.
“Foi uma ação necessária para preservar a integridade dos animais. Agora eles estão recebendo atendimento veterinário e todos os cuidados necessários. Seguiremos acompanhando o caso e colaborando com as autoridades para que os fatos sejam devidamente esclarecidos”, disse.
O idoso já havia sido preso anteriormente em outra ocorrência envolvendo a suspeita de prática de zoofilia contra uma cadela em Lagoa da Confusão.
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No Brasil, a prática de ato libidinoso ou relação sexual com animais é enquadrada como crime de maus-tratos, conforme o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais. A pena prevista é de detenção de três meses a um ano e multa. Quando o crime envolve cães ou gatos, a legislação prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda dos animais.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) para obter um posicionamento oficial sobre o caso. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno.


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