Dois detentos de alta periculosidade escaparam da Unidade Penal de Cariri; ambos cumprem penas superiores a 40 anos por homicídio
Dois detentos considerados de alta periculosidade fugiram da Unidade de Tratamento Penal de Cariri, no sul do Tocantins, na noite do dia 25 de dezembro de 2025. Entre os fugitivos está Renan Barros da Silva, condenado a 72 anos de prisão e apontado pelas autoridades como um serial killer. O outro foragido é Gildásio Silva Assunção, integrante de facção criminosa e condenado a mais de 40 anos de reclusão. Até o momento, ambos seguem foragidos.
A fuga ocorreu em um presídio inaugurado em 2020, construído com investimento aproximado de R$ 32 milhões, considerado de alta segurança. As forças de segurança estaduais realizam buscas intensas na região sul do estado.
Quem são os detentos que fugiram
Os fugitivos foram identificados como Renan Barros da Silva, de 26 anos, e Gildásio Silva Assunção, de 47 anos. Segundo a polícia, os dois são ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e representam alto risco à sociedade.
Histórico criminal
Gildásio Silva Assunção possui quatro condenações, incluindo crimes de homicídio, com penas que somam 46 anos de prisão.
Já Renan Barros da Silva foi condenado em 2023 a 72 anos de prisão por três homicídios qualificados e ocultação de cadáver, crimes cometidos em Araguaína no dia 27 de maio de 2021. As vítimas foram assassinadas a tiros enquanto trafegavam de motocicleta pelas ruas da cidade.
Durante o julgamento, o Ministério Público descreveu Renan como uma pessoa de comportamento sádico. O promotor Guilherme Cintra Deleuse afirmou que os crimes não tinham outra motivação senão o “prazer repugnante de matar”, destacando que o réu não se importou em colocar outras pessoas em risco ao disparar em locais públicos.
Como os presos fugiram do presídio
De acordo com as investigações preliminares, os detentos conseguiram serrar a grade da cela e acessar uma janela. Para transpor o muro da unidade, utilizaram uma corda artesanal feita com lençóis.
Imagens registradas após a fuga mostram que os criminosos pularam o muro, ultrapassaram uma área com concertina e ainda cortaram parte do alambrado de proteção nas proximidades de uma guarita. A ausência dos presos só foi percebida na manhã do dia 26 de dezembro.
Estrutura da unidade prisional
A Unidade de Tratamento Penal de Cariri foi entregue em 2020, com capacidade para 576 internos, e construída em sistema modular, tecnologia que utiliza módulos pré-fabricados com resistência até três vezes maior que construções convencionais. O modelo tem como objetivo dificultar o acesso dos detentos a metais, reduzindo a possibilidade de fabricação de armas ou ferramentas improvisadas.
Além das celas, a unidade conta com apartamentos de vivência individual, celas de isolamento, espaços para encontro íntimo, áreas adaptadas para pessoas com deficiência e módulos de saúde com atendimento médico, odontológico e psicológico.
Circunstâncias no momento da fuga
Segundo a Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju), os dois presos haviam sido transferidos recentemente de pavilhão. No momento da fuga, estavam alojados em cela separada, por questões disciplinares.
A pasta instaurou um procedimento administrativo para apurar falhas na segurança e investigar como os materiais utilizados para serrar as grades foram introduzidos na cela, já que a estrutura do presídio deveria dificultar esse tipo de ação.
Situação das buscas
Mais de cinco dias após a fuga, os detentos ainda não haviam sido recapturados até a última atualização. Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e outras forças de segurança seguem realizando diligências e buscas intensas em toda a região sul do Tocantins.
A Secretaria de Segurança Pública informou nesta terça-feira (30) que as operações continuam, mas que detalhes não serão divulgados por questões estratégicas e de segurança. A segurança da unidade prisional foi reforçada imediatamente após o ocorrido.
Como a população pode ajudar
As autoridades pedem que qualquer informação que possa levar à localização de Renan Barros da Silva ou Gildásio Silva Assunção seja comunicada imediatamente às forças de segurança.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil) ou diretamente à Central de Flagrantes de Gurupi, pelo número (63) 3312-4110, com garantia de sigilo absoluto ao denunciante.




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