Entre os detidos estão um policial militar da ativa e um da reserva; grupo é suspeito de ameaçar produtores rurais e bloquear estrada vicinal em Formosa do Rio Preto
Denúncias de uma suposta tentativa de grilagem de terras com o uso de homens armados levaram à prisão de 11 pessoas na zona rural de Formosa do Rio Preto, no oeste da Bahia, município localizado na divisa com o estado do Tocantins. Entre os presos estão um policial militar da ativa e um policial da reserva, segundo informações da Polícia Civil da Bahia.
As prisões ocorreram no sábado, dia 20, após relatos de ameaças, montagem de barricadas e bloqueio de uma estrada vicinal nas proximidades da Vila Panambi, região estratégica que conecta áreas rurais do oeste baiano ao território tocantinense.
Durante a ação policial, foram apreendidas sete armas de fogo, além de munições e coletes balísticos que estavam em posse do grupo. De acordo com a Polícia Civil, duas pessoas foram autuadas em flagrante pelos crimes de posse e porte ilegal de arma de fogo, lesão corporal dolosa, ameaça, associação criminosa armada e usurpação de função pública. Os demais suspeitos foram encaminhados para audiência de custódia e aguardam decisão do Judiciário.
As investigações indicam que o grupo estaria envolvido em uma tentativa de tomada irregular de terras na região. Na noite do dia 18 de dezembro, homens armados teriam invadido uma fazenda, feito ameaças a produtores rurais e impedido o trânsito de moradores por estradas vicinais que dão acesso às propriedades.
Vídeos obtidos pela reportagem mostram motoristas sendo abordados por homens armados e obrigados a retornar, evidenciando o clima de intimidação instalado na região nos últimos dias.
Formosa do Rio Preto possui cerca de 25,8 mil habitantes e é um dos principais polos do agronegócio no oeste da Bahia, com forte produção de soja, milho e algodão. A região registra histórico de conflitos fundiários, especialmente em áreas próximas à divisa entre a Bahia e o Tocantins, onde disputas por terras costumam gerar episódios de tensão e violência.
A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar a extensão da organização criminosa e apurar a responsabilidade de cada envolvido na tentativa de grilagem.




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