Deputado nega envolvimento com empresa fantasma, rebate acusações e afirma que apenas abriria mão da corrida ao Senado caso não haja candidatura de contraponto ao Palácio em 2026
O deputado federal Vicentinho Jr. (Progressistas) reafirmou, em entrevista ao Portal Eu Amo Lagoa, no final da semana passada, que permanece firme no projeto de disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. De forma categórica, ele descartou qualquer possibilidade de concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados e afirmou que só mudaria de rota em um cenário específico.
“Não há hipótese de que eu recue para outro mandato de deputado federal. Se eu não for ao Senado, só se por algum motivo não houver candidatura de contraponto ao que está vindo aí com apoio do Palácio. Nesse caso, a única alternativa seria disputar o Governo”, declarou.
Nos últimos dias, Vicentinho Jr. também foi alvo de publicações que o associavam a supostos repasses a uma empresa fantasma. O parlamentar rechaçou as acusações e esclareceu a origem da empresa citada. Segundo ele, a distribuidora mencionada, que possui iniciais semelhantes às do nome de sua esposa, pertencia ao pai dela, o empresário Sula Borba, já falecido e bastante conhecido na região do Bico do Papagaio.
“A empresa era do meu sogro, que todo o Bico do Papagaio conheceu bem. Ela recebia depósitos de diversos negócios dele e foi constituída anos antes de eu sequer conhecer minha atual esposa”, explicou. Vicentinho Jr. acrescentou ainda que sua esposa se desvinculou da gerência da empresa após o casamento.
Indignado com o que classifica como tentativas de atingir sua honra e credibilidade, o deputado atribuiu os ataques ao crescimento do seu nome nas pesquisas de intenção de voto. Ele também direcionou críticas ao governador Wanderlei Barbosa, afirmando que o chefe do Executivo estadual ainda tem explicações a dar.
“Vejo pessoas do Palácio agindo como se tivessem sido absolvidas, mas não foram. A investigação continua. Inclusive, a primeira-dama está impedida de frequentar o Palácio e repartições públicas. Por que ela não esteve no lançamento do programa de combate à fome?”, questionou.
Vicentinho Jr. afirmou ainda que as explicações sobre supostos esquemas irregulares devem partir de nomes ligados à área da Educação, citando investigações em curso. “Quem tem que explicar negócios escusos é quem aparece no processo da Operação Overclean, como o ex-secretário executivo da Educação. Falem sobre diárias em hotéis de luxo, contratação de prostitutas e sobre R$ 4,4 milhões que estão sendo investigados”, disparou.
Ao final, o parlamentar adotou um tom mais duro e sinalizou que não pretende recuar diante das críticas. “Estão agindo de uma maneira que não me deixam outra opção senão ir para cima deles”, concluiu.




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