Caso apura morte ocorrida em fevereiro; Corregedoria da PM abriu procedimento administrativo para apurar conduta do agente
Um policial militar foi preso preventivamente na manhã deste sábado (20) durante uma operação da Polícia Civil que investiga um homicídio ocorrido em Paraíso do Tocantins, a cerca de 60 quilômetros de Palmas. O alvo da ação é o soldado Felipe Augusto Lovato da Rocha, suspeito de envolvimento na morte de Jeziel Chaves da Conceição, registrada em 14 de fevereiro deste ano.
Além do mandado de prisão, os investigadores cumpriram ordens de busca e apreensão em endereços ligados ao militar e a outro policial militar também investigado no inquérito. As diligências ocorreram tanto em Paraíso do Tocantins quanto no distrito de Luzimangues, em Porto Nacional, na região central do estado.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que dois homens encapuzados participaram diretamente da execução da vítima. Durante a operação, foram apreendidos veículos e outros materiais que podem contribuir para o esclarecimento do crime. A Corregedoria da Polícia Militar acompanhou o cumprimento das decisões judiciais.
Informações apuradas indicam que o caso também levanta suspeitas de atuação de um possível grupo de extermínio, hipótese que segue sob investigação. A defesa de Felipe Augusto Lovato da Rocha confirmou a prisão, mas informou que ainda aguarda acesso ao conteúdo completo do inquérito policial.
Em nota à imprensa, a Polícia Militar informou que, paralelamente à apuração criminal conduzida pela Polícia Civil, a Corregedoria-Geral da corporação instaurou procedimentos administrativos para analisar os fatos sob a ótica da ética e da disciplina militar.
Histórico de investigação
Felipe Augusto Lovato da Rocha já foi alvo de outra investigação criminal. Em 2023, ele e outro policial militar tiveram a prisão decretada por suspeita de envolvimento no desaparecimento de Filipe Coelho Siqueira, de 21 anos, também em Paraíso do Tocantins. Na ocasião, as investigações apontaram que o jovem teria sido abordado e colocado em um veículo pelos militares, mas ele nunca foi localizado.
Nesse processo, Lovato acabou absolvido por falta de provas, uma vez que o corpo da vítima não foi encontrado. Agora, o policial volta a ser investigado em um novo caso de grande repercussão no estado, que segue sob responsabilidade da Polícia Civil.




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