Ação da DHPP cumpriu mandados de prisão preventiva relacionados a crime violento ocorrido no Aureny IV e apreendeu drogas durante as diligências
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, nesta quarta-feira, 17, a Operação Terminare, com o objetivo de cumprir três mandados de prisão preventiva contra investigados pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, roubo e tráfico de drogas. Os crimes ocorreram no mês de junho deste ano, no setor Aureny IV, região sul de Palmas.
A operação foi conduzida por equipes da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), após decisão judicial que deferiu a representação apresentada pela Polícia Civil, diante da gravidade dos fatos e do risco à ordem pública.
De acordo com as investigações, a vítima, um jovem de 23 anos, foi abordada de forma extremamente violenta enquanto estava em um lava-jato da região. No local, ele foi agredido fisicamente e atingido por disparos de arma de fogo. Mesmo gravemente ferido, o jovem sobreviveu e permanece em acompanhamento médico.
As apurações indicaram que o ataque foi motivado por disputa territorial entre facções criminosas rivais. Conforme levantado pela Polícia Civil, a vítima residia em uma área dominada por um grupo criminoso diferente daquele que atua na região onde o crime foi praticado.
Durante o trabalho investigativo, a Polícia Civil reuniu um conjunto robusto de provas, incluindo imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e diligências de campo. A partir desse material, foi possível identificar os envolvidos no crime.
Os investigados I.A.O.T. e M.V.D.S.S. foram presos durante a operação realizada nesta quarta-feira. Já K.B.B.N. teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, mas segue foragido. A Polícia Civil continua realizando diligências para localizá-lo.
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam drogas na residência de M.V.D.S.S., que foi autuado em flagrante também pelo crime de tráfico de entorpecentes.
Segundo o delegado Eduardo Menezes, responsável pela investigação, a operação representa uma resposta direta à violência praticada. “Trata-se de um crime de extrema gravidade, praticado com elevado grau de violência e motivado por disputa entre organizações criminosas, o que exigiu uma resposta firme do Estado para garantir a ordem pública e impedir a reiteração de crimes contra a vida”, afirmou.
As investigações também apontaram que, após efetuarem os disparos contra a vítima, os suspeitos teriam subtraído entorpecentes que estavam em posse do jovem e retornado ao local onde se encontravam anteriormente para intimidar outras pessoas, demonstrando ousadia e desprezo pela ordem pública.
“A prisão preventiva foi essencial para interromper a atuação criminosa do grupo e assegurar a tranquilidade da população, além de permitir o avanço das investigações”, destacou o delegado.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo criminoso na capital. Informações que possam contribuir para a localização do foragido podem ser repassadas de forma anônima às autoridades policiais.
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