Waldecir José de Lima Júnior está foragido há mais de duas semanas; crime ocorreu após discussão por estacionamento irregular e foi registrado por câmeras de segurança
O advogado Zenil Drumond afirmou que cabe exclusivamente a Waldecir José de Lima Júnior, de 40 anos, a decisão de se apresentar à polícia. Ele é suspeito de atirar e matar o vigia Dhemis Augusto Santos, durante uma discussão no Aldeia Mall, em Palmas, no dia 29 de novembro de 2025, e permanece foragido há mais de duas semanas.
Segundo a defesa, a arma utilizada no crime já foi entregue às autoridades, mas o advogado informou que ainda aguarda acesso aos autos que decretaram a prisão preventiva do investigado. “Fizemos dois pedidos na Justiça: um para ter acesso aos autos e outro de colaboração, que foi a entrega da arma. A entrega foi deferida e realizada dois dias após o pedido, mas o acesso aos autos ainda está pendente”, explicou Zenil Drumond.
De acordo com a Polícia Civil, o crime teve início após Waldecir estacionar a caminhonete que dirigia em local irregular e atingir uma baliza sinalizadora. O vigia Dhemis teria advertido o motorista, o que gerou uma discussão. Imagens do circuito interno do shopping mostram o suspeito segurando a vítima pelo pescoço antes de sacar a arma e efetuar o disparo. Mesmo após o tiro, Waldecir permaneceu no local apontando a arma e gesticulando em direção ao vigia, que não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, policiais localizaram o veículo do suspeito — uma Range Rover Evoque — na residência dele, na região central de Palmas. O carro estava coberto por uma lona. Apesar de indícios de que a casa estava ocupada, o imóvel foi encontrado vazio. No local, foram apreendidas munições.
Waldecir possui registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Conforme apuração, ele já havia sido condenado em 2013 por porte ilegal de arma de fogo, após ser flagrado com uma pistola em uma churrascaria.
O advogado da família da vítima, Georgie Moura, informou que aguarda o cumprimento do mandado de prisão expedido contra o suspeito.
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Relembre o caso
Dhemis Augusto Santos era funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços ao shopping. Natural de Sergipe, ele morou na Bahia antes de se mudar para o Tocantins há cerca de um ano em busca de melhores oportunidades. Segundo o chefe da empresa onde trabalhava, Edmilson dos Santos, Dhemis estava se estabilizando financeiramente e planejava construir uma família.
A empresa empregadora e a administração do shopping divulgaram notas de pesar, lamentando o assassinato e manifestando solidariedade à família da vítima. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Tocantins.

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