Após repercussão nas redes sociais, religioso afirma que ação foi uma brincadeira durante evento comunitário e diz ter conversado com o bispo sobre o caso.
O padre Thiago Zanardi, da Paróquia São Francisco de Assis, em Alvorada, no sul do Tocantins, tornou-se centro de polêmica após um vídeo em que ele aparece leiloando a própria cueca durante um festejo religioso viralizar em grupos de WhatsApp. O registro foi gravado durante o 53º Festejo de São Francisco de Assis, em setembro de 2025, e ganhou repercussão somente no início deste mês.
Durante a missa transmitida pelo YouTube neste domingo (9), o padre se pronunciou sobre o episódio e criticou a divulgação do vídeo. Ele atribuiu a circulação das imagens a uma pessoa que, segundo ele, agiu com má intenção. “Uma funcionária do capeta com o espírito de ronca e fuça mandou para o g1 Tocantins o vídeo do padre leiloando a cueca”, afirmou durante a homilia.
Zanardi explicou que a situação ocorreu como uma brincadeira no contexto do leilão beneficente que integra tradicionalmente o festejo. Segundo relatou, antes da polêmica envolvendo a cueca, ele já havia participado de lances envolvendo outros itens pessoais. “O padre já tinha perdido o chapéu, o cinto, a botina e alguém brinca: ‘Agora é a cueca do padre’. E, quando eu me dei conta, estavam leiloando e já estava em R$ 1.500”, disse. Ele afirma que não chegou a retirar a peça, apenas mostrou o cós: “Subi numa cadeira, mostrei o cós da cueca. Não tirei.”
No vídeo que circula nas redes, o padre aparece usando camisa clerical e chapéu de vaqueiro, de pé sobre uma cadeira, enquanto o leiloeiro anuncia lances que chegam a R$ 3 mil. O leilão ocorreu após a missa do vaqueiro e do agricultor, seguida do tradicional leilão de animais e prendas que compõem a programação cultural do evento.
Após a repercussão, o padre disse ter conversado com o bispo da Diocese de Porto Nacional e afirmou estar disposto a receber qualquer orientação ou advertência da Igreja. “A única pessoa a quem eu devo satisfação, que não me cobrou, mas justifiquei e pedi que, se fosse o caso de alguma advertência canônica, que me desse, foi o senhor bispo, que tranquilamente disse: ‘Padre, não houve moralidade alguma’”, afirmou.
O g1 tentou contato com o padre, a paróquia e a Diocese de Porto Nacional, mas não obteve retorno até a publicação do material. A Diocese ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
A situação reacendeu discussões nas redes sociais sobre limites de conduta de líderes religiosos em eventos festivos, especialmente quando transmitidos ou registrados por fiéis. Enquanto alguns consideraram a atitude do padre como um momento descontraído para arrecadar fundos comunitários, outros avaliaram que a exposição foi inadequada para o ambiente religioso.
O episódio segue repercutindo na região e deve continuar sendo tema de debate entre fiéis e lideranças da Igreja local.
Fonte: G1.com




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