Ação da Adapec reforça vigilância sanitária e garante manutenção do status do Tocantins como zona livre de febre aftosa sem vacinação.
O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), divulgou nesta terça-feira (14) o resultado da Campanha de Declaração de Informações Pecuárias na Ilha do Bananal. O levantamento atingiu 89,5% dos animais declarados, o que representa 80.954 bovídeos (bovinos e bubalinos) do total de 90.399 existentes na região.
Além disso, foram declarados 1.042 equídeos, 507 suínos e 94 ovinos. Em relação aos retiros, 235 das 271 propriedades participaram da campanha, alcançando um índice de 85,1% de adesão.
De acordo com o presidente da Adapec, Paulo Lima, os resultados reforçam o compromisso dos produtores e a importância da atualização das informações para a defesa sanitária animal.
“A declaração pecuária é essencial para manter atualizado o cadastro de rebanhos, subsidiar ações de vigilância e preservar a condição sanitária do país, uma vez que a Ilha do Bananal está localizada em uma área de transição entre o Tocantins, Mato Grosso e Pará”, destacou.
A campanha foi realizada entre 1º de agosto e 30 de setembro, com prorrogação de mais 10 dias em outubro, abrangendo os municípios de Formoso do Araguaia, Lagoa da Confusão, Dueré, Sandolândia, Santa Rita e Pium.
Regularização e penalidades
Os produtores que não realizaram a declaração estão com a ficha de movimentação de rebanho bloqueada até a regularização. Além disso, será aplicada multa de R$ 127,69 por propriedade não declarada.
O responsável técnico pelo Programa Estadual de Vigilância em Febre Aftosa da Adapec, João Eduardo Pires, explica que o processo de notificação e regularização já está em andamento.
“Entramos em contato com os retiros e associações, fazemos a notificação, aplicamos a multa e informamos sobre o bloqueio. Não será possível aos inadimplentes emitirem a Guia de Trânsito Animal (GTA), por essa razão, eles procuram a Adapec e fazem a declaração”, pontuou.
Com o resultado positivo, o Tocantins reforça seu compromisso com a manutenção do status sanitário de zona livre de febre aftosa sem vacinação, garantindo a segurança da produção pecuária e a credibilidade do Estado no cenário agropecuário nacional.




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