Quatro pessoas ficaram feridas após carro cair de ponte em construção; falta de sinalização foi apontada como causa determinante
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 54ª Delegacia de Caseara, concluiu nesta terça-feira (30) as investigações sobre o acidente ocorrido em 31 de agosto de 2025, quando um carro caiu de uma ponte em construção em uma estrada vicinal que liga o município a um assentamento. O caso deixou quatro pessoas feridas.
De acordo com o delegado José Lucas Melo, responsável pelo inquérito, foi apurado que o veículo capotou após passar pela ponte sem qualquer sinalização de advertência. No automóvel estavam a condutora, de 43 anos, o genro, de 26, as filhas, de 21 e 5 anos, além do neto, de apenas seis meses. Apenas o bebê escapou ileso, graças à cadeirinha de segurança.
Feridos
A motorista sofreu cinco fraturas, enquanto o genro, que estava no banco do passageiro, teve o nariz quebrado. A filha de 21 anos e a criança de 5 anos, que estavam no banco traseiro, tiveram ferimentos leves.
“Restou apurado que o local não estava sinalizado, o que foi apontado como a causa determinante para o fato”, destacou o delegado.
Responsabilização
Com base no laudo pericial produzido pelo Núcleo de Perícias da 5ª Delegacia Regional de Paraíso do Tocantins, a Polícia Civil concluiu que houve negligência da empresa responsável pela obra.
O proprietário, um homem de 43 anos, foi indiciado por quatro crimes de lesão corporal culposa, em concurso formal, já que um único ato de omissão resultou em todas as lesões.
Sobre a eventual responsabilidade do Poder Público Municipal, o delegado explicou que a análise caberá às esferas cível e administrativa.
Compromisso com a verdade
Ao apresentar a conclusão do inquérito, o delegado José Lucas Melo reforçou o papel da instituição na apuração dos fatos e na responsabilização dos culpados.
“Essa é mais uma investigação onde a atuação da Polícia Civil foi preponderante para que se chegasse à verdade dos fatos. Todas as circunstâncias do acidente foram devidamente esclarecidas. Ficou evidenciado que a falta de sinalização da obra foi a causa determinante para o sinistro, que por muito pouco não ceifou as vidas de uma família inteira”, afirmou.
O caso agora segue para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.




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