Governador em exercício destaca economia aos cofres públicos e diz que decisão reflete responsabilidade administrativa diante das prioridades do Tocantins
O governador em exercício do Tocantins, Laurez Moreira (PSD), confirmou nesta quinta-feira (11) que o contrato de locação da aeronave utilizada pelo governo estadual foi rescindido de comum acordo com a empresa contratada. Segundo ele, a medida vai gerar uma economia estimada de R$ 20 milhões anuais aos cofres públicos.
“Não houve qualquer ônus para a administração estadual. É uma escolha administrativa responsável diante do atual cenário do Tocantins. O custo anual gerado não se justifica frente às urgências que exigem atenção imediata do poder público”, declarou Laurez ao Jornal Opção Tocantins.
O governador interino frisou que não utilizou a aeronave em viagens, nem quando exercia a função de vice-governador. “Após assumir interinamente o governo, também não houve qualquer utilização da aeronave em agendas dentro ou fora do estado”, reforçou.
Na última terça-feira (9), Laurez já havia anunciado a suspensão do contrato e o cancelamento da participação de uma comitiva do Palácio Araguaia em viagem aos Estados Unidos. Na ocasião, ele defendeu que viagens oficiais devem trazer resultados práticos ao Tocantins e não podem ser tratadas como passeios.
A defesa do governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos), no entanto, reagiu às declarações. Em nota, classificou a decisão e os posicionamentos de Laurez como “uso político e indevido” do tema. O grupo jurídico de Wanderlei destacou ainda que o contrato de táxi aéreo foi firmado dentro da legalidade, por meio de processo licitatório regular, e que a aeronave foi utilizada em deslocamentos oficiais por ambos desde 2023.
Contexto do afastamento
Laurez Moreira assumiu o comando do Estado após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que afastou, por 180 dias, o governador Wanderlei Barbosa e a primeira-dama Karynne Sotero. Ambos são investigados na Operação Fames-19, que apura supostas fraudes em contratos de fornecimento de cestas básicas durante a pandemia da Covid-19. O prejuízo estimado é de R$ 73 milhões.




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