Um caminhão-caçamba da frota da Prefeitura de Taipas do Tocantins colidiu contra a parede de uma residência na noite do último domingo (17), no centro da cidade. Uma motocicleta estacionada em frente ao imóvel também foi atingida e ficou danificada.
De acordo com informações da gestão municipal, o veículo foi retirado da garagem da prefeitura sem autorização da prefeita Maria do Socorro (Republicanos) ou do secretário de Obras e Transportes, Cláudio Luis da Silva. O motorista era um vereador do município, cujo nome não foi oficialmente divulgado.
Como aconteceu
Segundo a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada às 21h27. O caminhão estava ligado e, sem motorista, desceu em marcha à ré, atingindo a fachada da residência e a motocicleta. O impacto comprometeu parte da estrutura da casa, mas não houve feridos.
Populares que presenciaram o fato registraram imagens e questionaram o uso irregular do veículo oficial. “Olha aí, gente, o caminhão da prefeitura entrou direto na casa, derrubou a parede toda e ainda pegou a moto que estava na frente. Isso é um absurdo. Como que um vereador está dirigindo um caminhão da prefeitura num domingo à noite? E agora, quem vai pagar esse prejuízo?”, disse um morador.
Questionamentos da população
O episódio gerou dúvidas entre os moradores:
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Por que o vereador estava utilizando um veículo da prefeitura em pleno domingo?
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Quem autorizou a saída do caminhão da garagem?
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Quem vai arcar com os prejuízos materiais causados ao proprietário da casa e ao patrimônio público?
A reportagem solicitou posicionamento da Câmara Municipal, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.
O que diz a prefeitura
Em nota oficial, a Prefeitura de Taipas informou que determinou a realização de uma perícia técnica para avaliar os danos e instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar responsabilidades.
“A gestão municipal se solidariza com a família proprietária do imóvel atingido e informa que já está prestando todo o suporte necessário”, diz o comunicado.
O que diz a SSP
Já a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que o vereador se apresentou voluntariamente à delegacia e registrou a ocorrência. O caso foi classificado como “fato atípico”, já que não houve intenção comprovada de causar o dano, não gerando investigação criminal, mas ficando restrito à esfera cível.
A Prefeitura reforçou que seguirá acompanhando o caso e garantiu que a comunidade será informada sobre os desdobramentos das medidas adotadas.




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