O youtuber Felca se pronunciou, pela primeira vez, sobre o impacto do vídeo que denuncia a adultização e a exploração infantil nas redes sociais, publicado no último dia 6 de agosto e que já ultrapassou 44 milhões de visualizações no YouTube. O conteúdo ganhou repercussão nacional e foi até discutido no Congresso Nacional, ao expor os riscos que crianças e adolescentes sofrem ao serem transformadas em “produtoras de conteúdo”.
“Criança não deve produzir conteúdo na internet. Internet é um ambiente para adultos”, disse Felca. “A exposição não é algo fácil de lidar, vem com críticas, às vezes com assédio, e criança não está preparada para receber qualquer tipo dessas coisas”.
Segundo o criador, o acesso às redes sociais deve ser supervisionado por pais ou responsáveis. Felca alerta para o risco da exposição não intencional a conteúdos impróprios. “É muito fácil a criança sair de uma animação divertida para algo totalmente inadequado, isso acontece o tempo todo”.
Para ele, o bloqueio do acesso é uma opção válida para famílias que não conseguem exercer controle sobre o uso das redes. “Se o pai trabalha muito e não consegue estar presente, na minha opinião, bloqueio”, declarou.
Felca também destacou que está feliz pela repercussão do vídeo, mas ressaltou que o foco não é sua imagem pessoal. “Não é sobre mim. É sobre a causa”.
Principais pontos abordados pelo vídeo-denúncia
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Monetização e algoritmos: Felca mostra como as plataformas digitais incentivam conteúdos que expõem crianças, impulsionados pelo algoritmo e pela busca por lucro.
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“Empresários mirins” e discurso coach: o youtuber critica a valorização exacerbada do dinheiro e o desprezo pelo estudo, propagados por perfis de crianças nas redes sociais.
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Investigação e prisões: A repercussão do tema ocorre em meio à prisão do influenciador Hytalo e do marido dele, Israel Nata Vicente, investigados por exploração de menores e tráfico humano. Eles foram presos preventivamente na sexta-feira (15), em Carapicuíba (SP), e aguardam análise de pedido de habeas corpus.
Para Felca, o debate é urgente: “Retomar o bom senso é proteger nossas crianças”.




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