sábado , 6 junho 2026
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PF investiga esquema de R$ 200 milhões com venda ilegal de ouro e pedras preciosas no Tocantins e mais sete estados

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PF investiga esquema de R$ 200 milhões com venda ilegal de ouro e pedras preciosas no Tocantins e mais sete estados
PF investiga grupo envolvido em extração e venda ilegal de ouro e pedras preciosas — Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (12), a Operação Ita Yubá, que investiga um esquema milionário de extração e comercialização ilegal de ouro e pedras preciosas. Segundo as apurações, o grupo movimentou cerca de R$ 200 milhões com a compra, transporte e venda clandestina de minérios, abastecendo empresas do setor de joias e promovendo lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Maranhão, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. A lista inclui as cidades de:

  • Pará: Capanema e Cumaru do Norte

  • Maranhão: Luís Domingues

  • Mato Grosso: Pontes e Lacerda

  • Tocantins: Palmas

  • Goiás: Goiânia, Senador Canedo, Aparecida de Goiânia e Uruaçu

  • Minas Gerais: Uberlândia

  • São Paulo: São José do Rio Preto

  • Distrito Federal: Brasília

Investigações e origem do esquema

O delegado Sandro Paes Sandre, chefe da Delegacia do Meio Ambiente, explicou que a ação é um desdobramento da Operação Sólidos, iniciada há dois anos. Na primeira fase, a PF identificou garimpeiros extraindo ouro de forma ilegal de leitos de rios no norte de Goiás e vendendo clandestinamente o minério, que era transformado em barras para repasse a receptadores.

A análise de celulares apreendidos revelou um grupo de atuação mais ampla, com conexões em diversos estados. Segundo a PF, os investigados fundiam o ouro bruto em laboratórios clandestinos e vendiam para empresas de São Paulo. Todo o material era proveniente de áreas sem autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM) e sem licenciamento ambiental.

Laboratórios clandestinos

Na primeira fase da operação, a polícia encontrou um laboratório no fundo de uma empresa em Goiás, onde o ouro era fundido. Na etapa atual, foram localizados outros dois laboratórios desativados — um no Tocantins e outro em Goiânia.

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e a extensão do patrimônio obtido com o esquema, que, segundo a PF, garantiu aos criminosos um “enriquecimento ilegal” sustentado pela exploração ambiental e comercialização ilícita de minérios.

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