A Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) confirmou, nesta segunda-feira (28), um total de 16 casos de sarampo em Campos Lindos, município localizado a cerca de 560 km da capital, Palmas. Desses, nove já tiveram resultado positivo em exames laboratoriais e sete permanecem em investigação. Todos os pacientes infectados não estavam vacinados contra a doença.
Os casos vêm sendo monitorados desde o último dia 19, quando as primeiras notificações foram registradas. A maioria dos pacientes apresentou sintomas clássicos do sarampo, como febre, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Todos seguem em isolamento domiciliar, conforme orientação das autoridades de saúde.
De acordo com a SES-TO, os casos estão ligados a contatos com viajantes que passaram por regiões onde o vírus ainda circula, como a Bolívia. Desde o início da resposta ao surto, equipes da vigilância estadual, em parceria com o Ministério da Saúde e a prefeitura de Campos Lindos, realizam ações emergenciais para conter a disseminação da doença.
Vacinação e medidas emergenciais
Até o momento, cerca de 410 residências foram visitadas pelas equipes de saúde e 913 doses de vacina aplicadas. A SES-TO também emitiu uma nota técnica com orientações para os 139 municípios tocantinenses sobre prevenção, diagnóstico e controle do sarampo.
Apesar dos esforços, o Tocantins ainda apresenta baixa cobertura vacinal: apenas 86% das crianças receberam a primeira dose da vacina e 55% completaram o esquema com a segunda — índices abaixo dos 95% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir a imunidade coletiva.
Entenda a doença
O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa transmitida por gotículas respiratórias ao falar, tossir ou espirrar. Pode ser transmitido até quatro dias após o surgimento das manchas no corpo. O período de incubação varia de 7 a 14 dias.
Além dos sintomas mais comuns, a doença pode levar a complicações sérias, como pneumonia, encefalite e, em casos graves, à morte.
Prevenção e tratamento
A principal forma de prevenção é a vacinação. O SUS disponibiliza gratuitamente a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (que também protege contra a varicela). Crianças entre 12 meses e 5 anos devem receber duas doses. Em situações de surto, a imunização pode ser antecipada para crianças entre 6 meses e 1 ano.
Adolescentes e adultos que não foram vacinados também devem procurar uma unidade de saúde para atualizar o esquema vacinal.
Como não há tratamento específico, os cuidados médicos são voltados para o alívio dos sintomas e a prevenção de complicações. A SES-TO reforça que qualquer pessoa com sinais da doença deve procurar atendimento médico imediato.
Medidas complementares
Além da vacinação, o isolamento dos casos é considerado essencial para frear o avanço do surto. Recomenda-se que a pessoa infectada permaneça afastada de suas atividades por pelo menos quatro dias após o início das manchas. Medidas como uso de máscaras, higiene das mãos e etiqueta respiratória também devem ser adotadas para evitar novos contágios.
A SES-TO segue monitorando a situação e orienta que os municípios intensifiquem as campanhas de vacinação e vigilância ativa em suas regiões.




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