O senador Eduardo Gomes (PL) tem repetido que, para as eleições de 2026, o mais importante é manter o grupo político unido. No entanto, a cada movimento das principais lideranças do Tocantins, o discurso do parlamentar parece cada vez mais distante da realidade.
Atualmente, o chamado grupo governista conta com dois pré-candidatos ao governo já em plena atividade: a senadora Dorinha Seabra (União Brasil), apoiada por Carlos Gaguim (União Brasil), e o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres (Republicanos), considerado o nome preferido do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos). Ambos percorrem o Estado em agendas que têm clara característica de pré-campanha, sem dar sinais de que pretendem recuar.
Enquanto isso, Wanderlei Barbosa, com capital político para disputar o Senado, tem dito que prefere concluir seu mandato como governador. Caso mude de ideia, pela legislação, precisaria deixar o cargo em abril de 2026, abrindo espaço para que o vice, Laurez Moreira, assuma o governo. No entanto, a relação política entre os dois é praticamente inexistente, e, por ora, o núcleo palaciano não trabalha com essa hipótese.
Paralelamente, a disputa pelas duas vagas ao Senado no grupo governista se intensifica. Além do próprio Eduardo Gomes, já se movimentam nomes como Carlos Gaguim, Alexandre Guimarães e Vicentinho Júnior.
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Gaguim é apontado como possível companheiro de chapa de Dorinha.
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Alexandre é ventilado em uma composição com o próprio Gomes.
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Vicentinho, mais distante do governador, aposta na estrutura resultante da federalização entre União e PP, conta com o apoio da gestão da Capital e mantém projeto próprio.
Com tantos pré-candidatos e interesses distintos, a suposta “unidade” do grupo está ameaçada. Se ninguém ceder espaço, não há palanque único possível, e caberá a Gomes a tarefa de intermediar as negociações. O senador, que já declarou que buscará a reeleição, precisará convencer aliados a abrir mão de projetos — algo que nenhum deles demonstra disposição em fazer.
Embora tenha prestígio em Brasília e trânsito entre todas as frentes, Eduardo Gomes enfrenta um desafio doméstico: colocar fim à disputa interna e garantir que o grupo caminhe junto em 2026. Para isso, será necessário conversa dura e decisões políticas difíceis. Até lá, porém, cada liderança segue marcando território e forçando a barra para garantir seu espaço, enquanto o tempo avança.




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