Mais de 35 mil estudantes de todo o país foram vítimas de um golpe que utilizava sites falsos de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A quadrilha, que agiu durante o período oficial de inscrições de 2024, arrecadou ao menos R$ 3 milhões com o esquema fraudulento. Os estudantes, além de perderem o valor pago, ficaram impedidos de participar do exame — principal porta de entrada para o ensino superior público no Brasil.
Na manhã desta quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Praia Grande, litoral de São Paulo, contra suspeitos de participação no golpe. A Justiça também determinou o bloqueio de bens dos investigados. Um dos alvos possui 15 registros anteriores por crimes de estelionato.
As investigações apontam que os golpistas criaram várias páginas falsas que simulavam o site oficial do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela organização do Enem. Os estudantes preenchiam um formulário com dados pessoais e realizavam o pagamento da taxa de inscrição via PIX, que era enviado para uma conta bancária ligada a uma empresa privada — que também já acumula reclamações por não entrega de produtos ou serviços adquiridos por outros consumidores.
A Polícia Federal segue aprofundando as investigações para identificar outros envolvidos no esquema e responsabilizar o grupo por crimes de fraude eletrônica, cometidos de forma contínua e por meio de ambiente virtual.
A operação foi nomeada “Só Oficial”, como forma de alerta aos candidatos para que utilizem apenas sites oficiais do governo federal, sempre com a extensão gov.br, ao realizarem inscrições ou acessarem informações sobre o Enem.
As inscrições para o Enem 2025 se encerraram no último dia 13 de junho. As provas estão previstas para os dias 9 e 16 de novembro.




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