Presa em Santa Catarina, na última sexta-feira (27), Janete Mesquita, é a principal suspeita do envolvimento na morte brutal do casal de pastores Francilene de Sousa Reis e Silva, de 42 anos, e Dorvalino das Dores da Silva, de 63. O crime ocorreu no dia 17 de junho, no assentamento onde o casal residia, na zona rural de Pium, no Tocantins.
De acordo com as investigações, Janete chegou a morar com o casal por cerca de 15 dias no município de Pericatu. Quatro dias antes do crime, no dia 13 de junho, ela deu entrada no pedido de divórcio na comarca de Cristalândia. A motivação do crime seria a não aceitação do fim do relacionamento com o filho das vítimas.
“Ela é ex-nora do casal que foi vítima e, de acordo com as investigações, teria ordenado a prática do crime em razão da não aceitação do fim de relacionamento”, destacou a Polícia Civil.
Ainda segundo familiares, Janete já havia feito ameaças ao ex-companheiro e aos pais dele. Em uma das declarações, ela teria dito que iria “tirar tudo o que o ex amava, no caso, a família”. Apesar disso, as ameaças não foram levadas a sério e o desfecho foi trágico.
A prisão de Janete foi possível graças à cooperação entre as forças de segurança do Tocantins e de Santa Catarina. Ela foi localizada a mais de 2 mil quilômetros do local do crime e está detida em uma unidade prisional feminina no estado catarinense. A Polícia Civil já iniciou o processo de recambiamento da suspeita para o Tocantins, onde deve responder pelos crimes.

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