sábado , 6 junho 2026
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Wanderlei lança o Profe Indígena e anuncia superintendência e diretoria específicas para a área

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Wanderlei lança o Profe Indígena e anuncia superintendência e diretoria específicas para a área
Entrega simbólica da Escola Estadual Indígena Pêpkro em Tocantinópolis, e da Escola Estadual Indígena Tamkak, também em Tocantinópolis, após reforma / Foto: Governo do Tocantins

O Governo do Estado do Tocantins lançou, na tarde desta terça-feira (20), em Palmas, o Programa de Fortalecimento da Educação Indígena (Profe Indígena). A iniciativa tem como objetivo melhorar a qualidade do ensino para as comunidades indígenas de oito etnias do estado: Karajá, Xambioá, Javaé, Xerente, Krahô, Krahô Kanela, Apinajé e Avá-Canoeiro.

Durante o evento, foram entregues simbolicamente duas escolas localizadas em Tocantinópolis, reforçando o compromisso do governo com a educação indígena.

Compromisso com a Educação Indígena

O governador Wanderlei Barbosa destacou a importância do programa, que visa garantir um ensino de qualidade que respeite as culturas e tradições indígenas. “É com grande satisfação que lançamos o Profe Indígena, uma iniciativa que reflete o nosso compromisso com a valorização e o respeito às culturas e tradições dos povos indígenas do Tocantins. Este programa representa um avanço significativo na qualidade da educação para oito etnias que compõem o nosso estado, garantindo que nossos estudantes indígenas recebam um ensino que respeite suas raízes e contribua para o seu desenvolvimento integral”, afirmou o governador.

Educação Mais Inclusiva e Respeitosa

O secretário da Educação, Fábio Vaz, ressaltou que o Profe Indígena busca construir uma educação mais inclusiva e respeitosa. “O Profe Indígena, além de focar na qualidade do ensino, valoriza as particularidades culturais das etnias que compõem o Tocantins. Com a alfabetização bilíngue, o monitoramento contínuo das escolas indígenas e processos seletivos específicos, estamos construindo uma educação mais inclusiva e respeitosa. E, com o lançamento do ‘F@la Indígena’, abrimos um canal de diálogo direto com as comunidades, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e suas demandas atendidas”, explicou.

Superintendência e Ações

Durante o evento, foi anunciada a criação de uma superintendência de políticas e uma diretoria específica para a área indígena dentro da Secretaria de Educação (Seduc). Um cronograma de ações também foi iniciado, incluindo o monitoramento das escolas, a distribuição de material escolar próprio, e a realização de processos seletivos específicos, em parceria com o Ministério Público Federal, o Conselho Estadual, a Funai, e outros órgãos.

Alfabetização Bilíngue e Monitoramento

O diretor de educação dos Povos Originários e Tradicionais, Amaré Brito, enfatizou que o programa busca não apenas a educação escolar nacional, mas também a preservação das tradições, culturas e línguas indígenas. “O programa tem ações diversas que buscam melhorar a política, desde a formação, a aquisição de material pedagógico, reforma, construção e ampliação de escolas indígenas. Assim, temos a missão de ensinar a educação nacional, mas também de levar às escolas o conhecimento da tradição, da cultura e da linguagem indígena”, destacou Amaré Brito.

Entrega de Escolas Reformadas

Durante o lançamento do Profe Indígena, foram entregues simbolicamente a Escola Estadual Indígena Pêpkro e a Escola Estadual Indígena Tamkak, ambas em Tocantinópolis. A Escola Pêpkro recebeu uma reforma com investimento de R$ 412.695,29, enquanto a Escola Tamkak foi reformada com um investimento de R$ 647.202,93. O governo também anunciou que, entre 2022 e 2024, investiu mais de R$ 10 milhões na melhoria de 80 escolas indígenas em todo o estado.

Valorização da Cultura Indígena

A professora Taís Pôcihtô Krahô afirmou que o Profe Indígena valoriza os professores indígenas e fortalece a cultura e o ensino nas escolas indígenas. “O Profe para os professores indígenas é um programa de valorização e reconhecimento do trabalho, especialmente daqueles que atuam diariamente nas salas de aula. A iniciativa do Governo Estadual é um reconhecimento aos povos indígenas do Tocantins, cada um com sua cultura, língua, tradições e crenças”, afirmou.

A aluna Maria Eduarda Kayaru, da comunidade Krahô Kanela, compartilhou seu entusiasmo com o programa, que, segundo ela, trará melhorias significativas para as escolas e a qualidade do ensino em todas as comunidades indígenas.

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