
Artista estava internada em estado grave no HGP e mobilizou correntes de oração; trajetória foi marcada pela música cristã e atuação em igrejas no Brasil e exterior
A cantora gospel Ana Clézia, de 38 anos, morreu nesta sexta-feira (5), em Palmas, após passar vários dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral de Palmas (HGP). A notícia causou grande comoção entre familiares, amigos, admiradores e a comunidade evangélica tocantinense, onde a artista era amplamente conhecida por sua trajetória de fé e dedicação à música cristã.
Filha de pastor e criada em um ambiente religioso, Ana Clézia construiu sua história ministerial desde cedo. Ela ganhou destaque no cenário gospel ao lado de Laudicéia, formando a dupla Ana Clézia e Laudicéia, reconhecida por suas apresentações em igrejas, congressos e eventos religiosos em diversas regiões do país.
Durante a carreira, a dupla lançou três CDs e alcançou notoriedade também em eventos internacionais realizados em Portugal e na Itália. Ao longo dos anos, as cantoras se consolidaram como referências no meio evangélico, levando mensagens de esperança, fé e adoração através da música.
Entre as canções mais conhecidas do repertório estão “Deus É Com Você”, “Ele Virá”, “Lindo Céu” e “Não Tem Lógica”, músicas que conquistaram espaço entre os fiéis e continuam presentes em cultos e celebrações religiosas.
Além dos palcos, Ana Clézia mantinha forte presença nas redes sociais e em plataformas digitais. Por meio de seu canal oficial no YouTube e de seus perfis online, compartilhava músicas, testemunhos, reflexões e momentos de evangelização, ampliando o alcance de sua mensagem para milhares de seguidores.
Mesmo enfrentando problemas de saúde, a cantora demonstrou fé e esperança durante o tratamento. No dia 15 de abril, ela publicou imagens de sua internação, nas quais aparecia debilitada e com hematomas nas pernas. Na ocasião, deixou uma mensagem que emocionou seus seguidores: “Estou viva e vamos pra guerra porque o nosso general é Cristo e ele nos garante vitória”.
Nos últimos dias, o quadro clínico de Ana Clézia era considerado grave. Segundo boletim médico divulgado na quinta-feira (4), ela estava em coma e apresentava complicações como pressão arterial baixa e pneumonia associada à ventilação mecânica. A equipe médica chegou a iniciar um procedimento de hemodiálise, mas precisou interromper a intervenção devido à instabilidade clínica da paciente.
Durante todo o período de internação, familiares, amigos, igrejas e membros da comunidade evangélica realizaram correntes de oração em busca da recuperação da cantora.
O cronograma de despedida divulgado pela Igreja CIADSETA informou que o primeiro velório aconteceu na manhã de sexta-feira, em Palmas, na Igreja CIADSETA de Taquaralto. Posteriormente, o corpo foi trasladado para o município de Luzinópolis, no norte do Tocantins, onde familiares, amigos e fiéis participaram de uma segunda cerimônia que se estendeu até a manhã deste sábado (6).
A partida precoce de Ana Clézia deixa uma lacuna no meio gospel tocantinense, mas também um legado marcado pela fé, pela adoração e pelo compromisso em levar a mensagem cristã através da música.




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