Ação do Naturatins percorreu Unidades de Conservação, rios e rodovias, resultando em apreensões e multa por pesca ilegal durante o defeso
O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) concluiu, nesta segunda-feira (26), mais uma etapa da Operação Piracema 2025/2026, com ações concentradas no Parque Estadual do Cantão, na Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão e na região norte do estado. A operação teve como foco coibir crimes ambientais, especialmente a pesca e a caça ilegais durante o período de defeso, conforme determina a Portaria Naturatins nº 244/2025.
As ações resultaram na apreensão de 2.620 metros de redes de emalhar, 100 metros de linha espinhel e na aplicação de multa no valor de R$ 2 mil. As atividades tiveram início na terça-feira (20) e envolveram equipes de fiscalização ambiental, guarda-parques e supervisão das Unidades de Conservação, com rondas ostensivas aquáticas e terrestres.
No Vale do Araguaia, as fiscalizações ocorreram nos municípios de Caseara, Pium e Marianópolis, abrangendo os rios Araguaia, do Coco e Javaés. Segundo o gerente de Fiscalização Ambiental do Naturatins, Cândido José dos Santos Neto, o período exige vigilância redobrada. “Durante o defeso, intensificamos as ações para garantir a proteção das espécies e a sustentabilidade dos ecossistemas. A colaboração da comunidade é fundamental para o sucesso desse trabalho”, afirmou.
Fiscalização no Parque do Cantão
No Parque Estadual do Cantão, unidade de proteção integral, foram recolhidos 450 metros de redes de emalhar e apreendidos diversos apetrechos de pesca encontrados no interior da área protegida. Um auto de infração no valor de R$ 2 mil foi lavrado por pesca em período de defeso e em local proibido. Todo o material apreendido foi encaminhado à sede do Naturatins, em Palmas.
O supervisor do Parque, Cleber Cavalcante, ressaltou a relevância da operação. “Este é um momento crítico, pois os peixes estão em fase de reprodução. A intensificação da fiscalização, aliada a ações educativas junto às comunidades do entorno, é essencial para garantir a preservação das espécies”, destacou.
Durante a operação, foram realizadas abordagens e vistorias em embarcações, acampamentos, licenças e equipamentos de pesca, além de orientações sobre a proibição da permanência de acampamentos dentro da Unidade de Conservação. Também foi verificada a regularidade da pesca esportiva na modalidade pesque e solte, quando praticada fora das áreas protegidas. As equipes ainda orientaram sobre a destinação correta de resíduos gerados nos acampamentos.
Como parte da estratégia integrada, blitzes foram realizadas no posto fiscal de Caseara e na rodovia TO-080, em Marianópolis. Ao todo, as equipes percorreram cerca de 162 quilômetros por via aquática e 142 quilômetros por terra.
Ações no norte do estado
Paralelamente, o Naturatins executou uma operação na região norte do Tocantins, com fiscalizações no rio Tocantins e seus afluentes, abrangendo os municípios de Pedro Afonso, Itapiratins, Itupiratins, Palmeirante, Barra do Ouro, Filadélfia e Babaçulândia.
Nessa etapa, foram apreendidos 2.170 metros de redes de emalhar, de diversos tamanhos, além de 100 metros de linha espinhel. Todo o material foi recolhido e encaminhado à sede do Instituto em Pedro Afonso.
Além da fiscalização ostensiva, as equipes realizaram ações de educação ambiental junto à população ribeirinha, reforçando a importância do respeito ao período de defeso para a manutenção dos estoques pesqueiros e alertando sobre as penalidades previstas em lei. Rondas terrestres e abordagens em estradas vicinais também ampliaram o alcance da operação.
O Naturatins reforça que a Operação Piracema segue em andamento em todo o estado e que denúncias de crimes ambientais podem ser feitas diretamente ao órgão, contribuindo para a preservação dos recursos naturais do Tocantins.




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