Ex-governador nega favorecimento a advogado e promete medidas judiciais contra governador em exercício por declarações sobre honorários milionários revelados pela Veja.
Afastado do Poder Executivo por decisão judicial, o ex-governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) reagiu com veemência às críticas feitas pelo governador em exercício, Laurez Moreira (PSD), sobre o acordo firmado em 2023 entre o Estado e a Fundação Pró-Saúde. O episódio, revelado pela revista Veja, garantiu honorários milionários a um dos advogados de Barbosa no processo da Fames-19, o que gerou forte repercussão política no Tocantins.
Em nota divulgada neste sábado (13), Wanderlei classificou como “infundadas e inverídicas” as declarações de Laurez e acusou o social-democrata de tentar “indevidamente macular sua imagem e honra”. O republicano ainda anunciou que tomará medidas judiciais contra o governador em exercício.
Defesa do acordo
Segundo Wanderlei, o acordo judicial assinado em 2023 não trouxe prejuízo ao Estado, mas sim economia. Ele explicou que o litígio inicial de R$ 79 milhões, referente a débitos de 2011 e 2012 (gestão do ex-governador Siqueira Campos), já somava R$ 164 milhões com juros, multas e correção monetária quando a ação foi protocolada em 2017.
Com base nisso, o republicano defende que o acerto homologado pela 2ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas resultou em redução de mais de 52% da pretensão inicial, fixando o valor em R$ 85 milhões, parcelados em 24 vezes de R$ 3,54 milhões.
Wanderlei ressaltou ainda que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-TO) analisou o acordo em 2025 e atestou a legalidade do cálculo, confirmando sua regularidade e economicidade.
Honorários de advogado
Sobre a atuação do advogado Alberto dos Santos Moreira, que recebeu honorários milionários no caso, Wanderlei negou qualquer relação com sua defesa pessoal. Segundo ele, os valores recebidos dizem respeito à atuação profissional em favor da Pró-Saúde, sem vínculo com o governo.
O ex-governador frisou que Alberto só foi contratado para defendê-lo no caso Fames-19 em setembro de 2025, ou seja, oito anos após o protocolo da ação da Pró-Saúde e dois anos depois do acordo judicial.
Troca de acusações
As críticas de Laurez Moreira foram feitas após a publicação da revista Veja, que apontou o pagamento de cerca de R$ 20 milhões em honorários advocatícios ligados ao caso. O governador em exercício disse que a negociação levantava “sérios questionamentos éticos” e prometeu rever procedimentos e reforçar mecanismos de controle.
Wanderlei, por sua vez, rebateu:
“Mais uma vez, o vice-governador tenta indevidamente macular a imagem e a honra do Governador Wanderlei Barbosa, que tomará as medidas judiciais cabíveis”, conclui a nota.




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