O governador em exercício do Tocantins, Laurez Moreira (PSD), anunciou nesta terça-feira (9) a suspensão de um contrato de aluguel de aeronave firmado pelo Governo do Estado com uma empresa de táxi aéreo, avaliado em R$ 20 milhões por ano. O avião vinha sendo utilizado em viagens pelo governador afastado, Wanderlei Barbosa (Republicanos).
A medida faz parte de um pacote de contenção de despesas adotado por Laurez, que assumiu o comando do Executivo estadual no último dia 3, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que afastou Wanderlei Barbosa e a primeira-dama, Karynne Sotero, de seus cargos por 180 dias. Ambos são investigados na Operação Fames-19, da Polícia Federal, que apura um suposto esquema de fraude na compra de cestas básicas com recursos públicos.
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Em entrevista à TV Anhanguera, Laurez justificou a decisão.
“Hoje isso tem um custo de R$ 20 milhões por ano e eu vou cortar isso, vou devolver para a empresa. Nós não admitimos esse tipo de coisa, você usar o cargo público para fazer viagens que não tragam resultado para o Estado. Entendo que o governador deve viajar quando for uma viagem produtiva, que possa trazer recursos e benefícios para o Tocantins. Mas não sair com seus amigos para fazer viagens internacionais”, afirmou.
Além de suspender a locação da aeronave, Laurez também cancelou a viagem de uma comitiva do Palácio Araguaia aos Estados Unidos, que estava prevista para esta semana.
Defesa de Wanderlei Barbosa
A defesa de Wanderlei Barbosa reagiu à decisão e afirmou, em nota, que o contrato de locação do avião está “estritamente dentro da legalidade”. O texto critica a postura do governador em exercício:
“A defesa lamenta o uso político, indevido e sensacionalista do contrato por parte do vice-governador”, diz o comunicado.
Com o anúncio, Laurez sinaliza que pretende adotar maior rigor no controle das despesas do Estado durante sua gestão interina.
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