A senadora Professora Dorinha (União Brasil) se manifestou na manhã desta segunda-feira, 18, após a circulação de um áudio em que comenta bastidores da política tocantinense. O material ganhou repercussão nas redes sociais e foi classificado por ela como parte de uma “tentativa de desinformação” às vésperas da divulgação de uma nova pesquisa eleitoral, que a coloca na liderança da disputa pelo governo do estado.
Em nota enviada à imprensa, Dorinha confirmou a autenticidade do diálogo, mas explicou que se tratava de uma análise política comum no período pré-eleitoral, quando partidos e lideranças ainda debatem candidaturas e possíveis alianças. Segundo ela, o que causa estranhamento é o “vazamento intencional” do conteúdo, que busca criar ruídos em um momento estratégico da pré-campanha.
Liderança nas pesquisas
Pré-candidata ao governo do Tocantins, Dorinha aparece em primeiro lugar na pesquisa divulgada nesta segunda-feira (18) pela Paraná Pesquisas, resultado que reforça o peso político de suas declarações. A senadora destacou que sua prioridade é articular um projeto amplo, capaz de reunir diferentes forças partidárias em torno das demandas da população.
Divergências internas
No áudio, Dorinha se queixa de não ter sido convidada pelo deputado federal Vicentinho Júnior (PP) para o lançamento de sua pré-candidatura ao Senado, realizado após a romaria do Senhor do Bonfim, na última sexta-feira (15). Ela relatou que esteve presente na caminhada a convite do prefeito Tiago de Natividade, mas não foi informada sobre o evento político.
A senadora também cobrou que Vicentinho e o deputado federal Carlos Gaguim (União Brasil), ambos pré-candidatos ao Senado, cheguem a um consenso dentro da federação União Brasil/PP. Para Dorinha, a composição da chapa não pode ser “pura” e precisaria contar com um terceiro nome de fora desse arranjo.
Críticas ao governador Wanderlei Barbosa
Outro ponto polêmico do áudio são as críticas ao governador Wanderlei Barbosa (Republicanos). Dorinha afirmou que foi decisiva para que ele assumisse e se mantivesse no cargo, mas que, desde então, tem sido alvo de “humilhações” dele e de sua equipe. Ela acusou o governador de mentir ao negar apoio ao deputado Amélio Cayres (Republicanos), presidente da Assembleia Legislativa e apontado como nome favorito para a sucessão estadual.
Defesa da pré-candidatura
Apesar das divergências com aliados e adversários, a senadora reforçou sua própria pré-candidatura ao governo. Disse que não tem “paixão” nem por Gaguim nem por Vicentinho, mas sim pela construção de seu projeto. Segundo ela, tem percorrido o estado, tirou apenas uma semana de recesso e, mesmo enfrentando críticas, segue bem posicionada nas pesquisas.
Apoio dos “Eduardos”
No áudio, Dorinha também teceu elogios ao prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), a quem chamou de “grande líder”, destacando encontros recentes que manteve com ele. Além disso, mencionou o senador Eduardo Gomes (PL), apontado por ela como um nome que poderia agregar força à chapa majoritária, ocupando a vaga ao Senado.
Com a repercussão, o episódio movimentou ainda mais o cenário político tocantinense, intensificando o clima pré-eleitoral e evidenciando as disputas internas por espaço e alianças no grupo governista.




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