Na manhã desta quinta-feira, 10, a Polícia Civil do Tocantins, por meio da Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), deflagrou a Operação Espada de Themis, voltada ao combate de um grupo criminoso que aplicava o chamado Golpe do Falso Advogado em vítimas que aguardavam decisões judiciais ou administrativas. A operação foi autorizada pela 4ª Vara Criminal de Palmas/TO e contou com o cumprimento de 10 mandados de prisão temporária e 9 de busca e apreensão nos estados do Ceará e de Alagoas.
As ações ocorreram nas cidades de Fortaleza, Maracanaú, Pacatuba e Caucaia (CE), além de Maceió (AL). Os policiais apreenderam aparelhos celulares e dispositivos eletrônicos utilizados nos crimes. Até o momento, seis investigados foram presos: J. L. S. (36 anos), R. S. R. (23), L. V. O. B. (21), J. L. N. M. (28), A. R. C. M. (31) e J. L. G. S. (20). Quatro outros alvos ainda não foram localizados, e as buscas continuam.
Como funcionava o golpe
De acordo com a investigação, o grupo criminoso se especializou em fraudar vítimas por meio de aplicativos de mensagens. Eles se passavam por advogados ou defensores públicos inscritos nos processos das vítimas, utilizando dados reais obtidos nos sistemas judiciais.
Com perfis falsos, os suspeitos enviavam mensagens às vítimas solicitando depósitos de supostas taxas judiciais, como condição para liberação de valores ou benefícios. O inquérito foi instaurado no início de 2024, após 20 vítimas – sendo seis delas idosas – denunciarem a fraude. Todas residem em Palmas (TO) e eram clientes de escritórios de advocacia. O prejuízo total estimado chega a R$ 150 mil.
“Após efetivarem as transações, as vítimas acabam constatando que se tratava de mera fraude, já que os contatos dos advogados eram fictícios e não havia qualquer quantia pendente de levantamento nos pleitos judiciais e administrativos correspondentes”, explicou o delegado Lucas Brito Santana, titular da DRCC.
Crimes investigados
Os investigados responderão pelos crimes de:
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Associação criminosa
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Estelionato mediante fraude eletrônica
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Lavagem de dinheiro
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Falsa identidade
Em alguns casos, os crimes foram cometidos de forma sequencial contra várias vítimas, o que caracteriza continuidade delitiva, agravando as penas previstas.
Após os procedimentos legais, os presos foram encaminhados às Unidades Prisionais nos respectivos estados, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário.
Apoio interestadual
A Operação Espada de Themis contou com a participação de mais de 80 policiais civis, com apoio das forças de segurança dos estados do Tocantins, Ceará e Alagoas. A ação conjunta evidencia a importância da cooperação interestadual no combate ao crime organizado.
Por que “Espada de Themis”?
O nome da operação faz referência à deusa grega da justiça, Themis, que é frequentemente representada com uma espada na mão direita – símbolo da firmeza no combate às injustiças e da responsabilidade legal. A escolha do nome destaca a intenção de responsabilizar os autores por crimes que violam a confiança da população em instituições essenciais como o Judiciário e a advocacia.
A Polícia Civil reforça o alerta para que a população sempre desconfie de mensagens solicitando transferências bancárias e verifique a veracidade das informações diretamente com seu advogado ou defensor público antes de qualquer pagamento.




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