O prefeito afastado de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral de Palmas (HGP), após sofrer um infarto agudo do miocárdio, durante a madrugada desta terça-feira (8). O político foi levado ao hospital após sentir dores no peito enquanto estava detido no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, por força de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Sisamnes.
De acordo com boletim médico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), Eduardo foi submetido a um cateterismo, com a colocação de um novo stent para desobstrução de uma artéria coronária. O laudo confirma o diagnóstico de infarto sem supradesnivelamento do segmento ST (IAM sem supra), condição que requer vigilância intensiva.
“Ele está consciente, estável e sob monitoramento contínuo, principalmente nas primeiras 48 a 72 horas, devido ao risco aumentado de arritmias cardíacas graves”, informou a equipe médica do HGP.
Segundo o cardiologista responsável pelo atendimento, se os exames indicarem estabilização das enzimas cardíacas e ausência de sintomas, o paciente poderá ser transferido para enfermaria em até três dias. A previsão de alta hospitalar é de cinco a seis dias, caso não haja intercorrências.
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Prisão domiciliar concedida pelo STF
Diante do quadro clínico, o ministro Cristiano Zanin, do STF, concedeu prisão domiciliar humanitária a Eduardo Siqueira Campos. A decisão, fundamentada em laudos médicos requisitados antes da internação, determina que a medida seja cumprida integralmente em endereço domiciliar, mantendo as medidas cautelares já impostas, como o afastamento do cargo, a proibição de contato com outros investigados e a proibição de sair do país.
“A próxima etapa será tentar revogar o decreto de prisão preventiva”, afirmou o advogado Juvenal Klayber, que atua na defesa do prefeito afastado.
A decisão do STF, no entanto, não se estendeu aos outros dois presos na operação, o advogado Antônio Ianowich Filho e o policial civil Marco Augusto Velasco Nascimento Albernaz. As defesas deles informaram que não vão se manifestar por enquanto.
Investigação e operação Sisamnes
Eduardo foi preso pela Polícia Federal no último dia 27 de junho durante nova fase da Operação Sisamnes, que apura o vazamento de informações sigilosas de processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ). De acordo com a PF, a investigação identificou a atuação de uma rede clandestina de monitoramento e repasse de informações judiciais sigilosas, com impacto direto sobre operações em curso.
A Polícia Federal ainda não detalhou quais suspeitas recaem sobre os três alvos ou a suposta conexão entre eles, mas afirmou que a operação busca aprofundar os indícios de existência de uma organização criminosa com acesso a dados protegidos.
A Polícia Militar do Tocantins confirmou o cumprimento da decisão do STF sobre a prisão domiciliar e informou que as providências legais foram adotadas conforme a notificação recebida.
O caso segue sob apuração do Supremo Tribunal Federal e da Polícia Federal.




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