Capital contabilizou 47 mortes violentas entre janeiro e outubro; quatro pessoas foram mortas em sete dias, e nenhum suspeito havia sido preso pelos crimes recentes até a divulgação das informações.
Palmas registrou quatro homicídios em apenas uma semana de outubro, elevando para 47 o número de assassinatos contabilizados na capital entre janeiro e outubro de 2026. Em todo o Tocantins, o número de homicídios ultrapassou 180 casos desde o início do ano, segundo levantamento divulgado pelo g1 Tocantins.
Os números preocupam moradores e trabalhadores e reacendem o debate sobre a segurança pública no estado. Em 2025, Palmas registrou 49 mortes violentas ao longo de todo o ano, conforme os dados apresentados na reportagem.
Segundo informações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública citadas no levantamento, o Tocantins apresenta uma taxa de 19,3 homicídios por 100 mil habitantes, mais que o dobro da registrada em São Paulo, de 7,8 por 100 mil habitantes.
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins informou que os homicídios recentes registrados em Palmas estão sob investigação da 1ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O governo estadual também afirmou que o Tocantins apresentou uma “redução expressiva” nos índices de violência letal nos últimos quatro anos e destacou que o estado possui a menor taxa de homicídios entre as unidades das regiões Norte e Nordeste.
Quatro assassinatos em sete dias na capital
Entre os casos registrados em Palmas está o assassinato de Gildevan Vieira da Silva, de 28 anos, morto a tiros dentro de um carro em Taquaralto, na região sul da cidade, no domingo (11).
Na sexta-feira (9), Welington Alves Costa, de 18 anos, foi morto a tiros dentro de uma barbearia no Jardim Aureny III. Outras duas pessoas que estavam nas proximidades ficaram feridas durante a ocorrência.
Na quarta-feira (7), o técnico de enfermagem João Matheus Aguiar Souza, de 26 anos, foi assassinado a tiros enquanto retornava para casa de motocicleta, após acompanhar o pai até uma estação de ônibus, também no Jardim Aureny III.
Já na segunda-feira (5), Keginaldo Primo dos Santos, de 33 anos, foi morto dentro da própria residência, no setor Morada do Sol 3. Segundo as informações divulgadas, homens invadiram o imóvel e efetuaram disparos contra a vítima, que trabalhava no setor de limpeza do Hospital Geral de Palmas (HGP).
Até a divulgação da reportagem, não havia registro de prisões relacionadas aos quatro homicídios recentes da capital.
Interior também registra mortes
Além dos quatro assassinatos em Palmas, outras três ocorrências foram registradas no Tocantins durante o mesmo período: duas em Araguaína, na região norte, e uma em Barrolândia, na região central do estado. Ao todo, foram sete homicídios em uma semana.
Especialistas defendem fortalecimento das políticas públicas
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins, Cristian Ribas, afirmou que o enfrentamento da violência exige ações integradas de segurança pública e políticas sociais.
Segundo ele, a ausência de respostas efetivas e a falta de acesso a serviços públicos em determinadas comunidades dificultam o combate à atuação de facções criminosas.
O professor Frederico Afonso, especialista em segurança pública, também defendeu planejamento conjunto entre governos estaduais e municipais, com participação de diferentes áreas da administração pública.
Para os especialistas, o enfrentamento da criminalidade exige mais do que ações policiais: depende também de planejamento, prevenção e presença efetiva do poder público nas comunidades.
Com investigações em andamento e novos casos registrados, a sequência de homicídios em Palmas mantém a segurança pública entre as principais preocupações da população tocantinense.
Portal Eu Amo Lagoa — Informação e notícia para o Tocantins.


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