Comunidade Karajá/Xambioá relata falta de água própria para consumo e cobra medidas emergenciais para proteger famílias e estudantes
A comunidade da Aldeia Kurehê, localizada na Terra Indígena Karajá/Xambioá, em Santa Fé do Araguaia, enfrenta uma situação de emergência após a identificação da bactéria Escherichia coli (E. coli) e de coliformes totais na água utilizada pela comunidade e pela Escola Indígena Waxiho Bedu.
Segundo o cacique Tevaldo Moreira Karajá, a situação preocupa as famílias, especialmente diante dos riscos à saúde de crianças e idosos. A liderança afirma que a comunidade está sem água potável e solicita o envio emergencial de água própria para consumo.
A Articulação dos Povos Indígenas do Tocantins (ArPIT) também acionou os órgãos competentes e protocolou uma Denúncia Formal e Representação, pedindo providências imediatas para garantir o acesso à água segura e assistência às famílias da aldeia.
De acordo com a representação, a análise realizada pela Vigilância Sanitária Municipal apontou a presença de E. coli e coliformes totais na água da escola, que atende a comunidade. A presença de E. coli é um indicador de contaminação de origem fecal e exige medidas de controle e avaliação sanitária antes do consumo da água.
Comunidade cobra medidas emergenciais
Entre as providências solicitadas estão o fornecimento imediato de água potável, a perfuração de um novo poço artesiano, a adequação sanitária da estrutura de abastecimento atualmente utilizada e a higienização, isolamento e tratamento do sistema afetado.
A comunidade também pede assistência à saúde e acompanhamento psicossocial para as famílias diante da situação de apreensão provocada pelo problema no abastecimento.
A ArPIT direcionou o pedido de providências ao Ministério Público Federal (MPF), DSEI-TO/SESAI, Funai, Secretaria de Estado da Saúde, Secretaria de Estado da Educação, Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais e Prefeitura de Santa Fé do Araguaia, entre outros órgãos envolvidos na proteção e atendimento à população indígena.
Portal Eu Amo Lagoa busca posicionamento
O Portal Eu Amo Lagoa entrou em contato com o DSEI-TO para solicitar informações sobre as medidas que estão sendo adotadas diante da identificação da contaminação da água e das reivindicações apresentadas pela comunidade.
Até o fechamento desta matéria, não houve resposta. O espaço permanece aberto para que o órgão apresente informações, esclarecimentos e as providências adotadas em relação ao caso.
A situação reforça a necessidade de uma resposta rápida e articulada das autoridades para garantir à comunidade da Aldeia Kurehê acesso à água segura e às condições adequadas de saúde e saneamento.



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