Documento reúne condutas vedadas e prazos para evitar irregularidades durante o ano eleitoral
A Controladoria-Geral do Estado do Tocantins (CGE-TO), em conjunto com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), lançou um informativo eleitoral com orientações destinadas a agentes públicos para o ano de 2026, quando ocorrem as eleições. O material reúne regras, prazos e condutas vedadas com o objetivo de garantir a legalidade do processo eleitoral e a igualdade entre os candidatos.
O documento adota um conceito amplo de agente público, incluindo qualquer pessoa que exerça função vinculada à administração pública, mesmo que de forma temporária ou sem remuneração, como servidores, gestores, terceirizados e estagiários.
Entre os principais pontos abordados estão as restrições relacionadas ao uso de recursos públicos, especialmente no último ano de mandato. A cartilha reforça regras previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal, como:
A medida busca evitar o uso indevido da máquina pública com fins eleitorais.
O documento também traz orientações específicas sobre a atuação de servidores públicos durante o período eleitoral. Está proibido o uso de servidores em atividades de campanha durante o expediente, assim como o uso da estrutura administrativa para fins políticos.
A partir de 4 de julho de 2026, três meses antes do primeiro turno, ficam vedados atos como nomeações, exonerações sem justa causa, transferências e demissões, salvo exceções previstas em lei.
Servidores também só podem participar de atividades político-partidárias fora do horário de trabalho e sem vínculo com suas funções públicas.
Outro ponto de destaque é a publicidade institucional, que não pode ser utilizada para promoção pessoal de autoridades. Entre as regras:
A cartilha também estabelece limites para eventos públicos e programas sociais em ano eleitoral. Entre as principais vedações estão:
Programas já existentes podem continuar, desde que não haja desvio de finalidade.
Nos três meses que antecedem as eleições, fica proibida a transferência voluntária de recursos entre entes públicos, exceto em casos específicos, como obras em andamento ou situações de emergência e calamidade.
O informativo também reúne as principais datas do calendário eleitoral de 2026:
O descumprimento das regras pode resultar em sanções como multas, cassação de candidatura ou mandato, além de responsabilização administrativa, civil e criminal. Algumas condutas também podem configurar improbidade administrativa.
Segundo o documento, o objetivo é orientar gestores e servidores para que atuem dentro dos princípios da legalidade, moralidade e transparência, garantindo um processo eleitoral justo e equilibrado em todo o estado.
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