Procedimento experimental realizado no HGP traz esperança de melhora na qualidade de vida
A jovem Sindy Mirela Santos Silva, de 21 anos, passou por um tratamento experimental inédito no Tocantins na tentativa de recuperar movimentos perdidos após uma lesão na medula. O procedimento foi realizado nesta quinta-feira (2), no Hospital Geral de Palmas.
Sindy ficou paraplégica em janeiro deste ano, após sofrer um grave acidente de carro. Agora, o novo tratamento traz esperança não apenas para a paciente, mas também para sua família e outras pessoas que enfrentam situações semelhantes.
O tratamento consiste na aplicação de uma substância chamada polilaminina, injetada diretamente no local da lesão na medula. O procedimento foi realizado no setor de hemodinâmica do hospital, com auxílio de tecnologias de imagem, como o raio-X, garantindo precisão na aplicação.
De acordo com o neurocirurgião Luiz Felipe Lobo Ferreira, o método é considerado simples e pouco invasivo.
“A aplicação é feita com a paciente de lado, com sedação leve e sem necessidade de cortes. Utilizamos uma injeção diretamente na coluna, guiada por imagem, para alcançar exatamente a área da lesão na medula”, explicou.
O médico Arthur Luiz Freitas Forte, que integra a equipe da pesquisadora Tatiana Sampaio, destacou o potencial da substância.
“O que conseguimos foi transformar essa proteína em uma forma estável, que pode atuar na regeneração dos neurônios lesionados e também proteger as células que ainda estão viáveis. A expectativa não é falar em cura, mas em melhora da qualidade de vida, com possíveis ganhos de movimento, controle corporal e independência”, afirmou.
Desenvolvida ao longo de quase 30 anos de pesquisa na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a polilaminina é uma versão sintética da laminina, proteína naturalmente produzida pelo corpo humano e fundamental para a organização do sistema nervoso.
A substância atua na recuperação dos axônios — estruturas responsáveis por transmitir informações entre os neurônios —, funcionando como uma espécie de “ponte” para restabelecer conexões afetadas pela lesão.
Emocionada, Sindy vê no procedimento uma nova chance. O caso representa um avanço importante na área da saúde no Tocantins e abre caminho para que outros pacientes possam ter acesso a tratamentos inovadores no futuro.
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