Ex-presidente seguirá tratamento em casa após internação por broncopneumonia e ficará sob monitoramento por decisão do STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 71 anos, recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27), após duas semanas internado em Brasília para tratamento de broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões.
Bolsonaro deixou o hospital por volta das 10h e seguiu para sua residência no condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, onde passará a cumprir prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Apesar da alta, o médico responsável pelo acompanhamento, Brasil Caiado, explicou que o quadro ainda exige cuidados.
“Não podemos dizer que está curado. Podemos dizer que se encerrou a fase hospitalar. Agora ele segue com fisioterapia respiratória, motora e reabilitação cardiopulmonar em casa”, afirmou.
Segundo a equipe médica, Bolsonaro deverá realizar novos exames nas próximas semanas e há previsão de retorno ao hospital no fim de abril para uma artroscopia no ombro.
A decisão do STF autoriza a permanência do ex-presidente em casa por 90 dias, em regime domiciliar humanitário. Durante esse período, ele deverá utilizar tornozeleira eletrônica e está proibido de utilizar redes sociais ou produzir conteúdos como áudios e vídeos.
Ao final do prazo, a medida será reavaliada pela Justiça, podendo ser mantida ou alterada conforme a evolução do quadro de saúde.
Na residência, Bolsonaro ficará acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, além de familiares próximos. Estão autorizadas visitas restritas aos filhos — entre eles o senador Flávio Bolsonaro — e aos advogados.
Os profissionais de saúde também têm acesso liberado para dar continuidade ao tratamento, que inclui sessões de fisioterapia, exercícios respiratórios e atividades físicas leves.
Mesmo em recuperação, aliados avaliam que Bolsonaro poderá retomar gradualmente articulações políticas, ainda que sob limitações impostas pela decisão judicial.
Nos bastidores, há expectativa sobre o papel do ex-presidente nas estratégias eleitorais da direita, especialmente em relação à pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
Por outro lado, interlocutores demonstram cautela, diante do risco de novas restrições judiciais caso haja descumprimento das medidas impostas.
A alta hospitalar marca o início de uma nova fase, em que Bolsonaro seguirá em recuperação fora do ambiente hospitalar, mas ainda sob monitoramento médico e judicial.


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