Governo estadual anuncia investimento de R$ 26 milhões e reforça ações para reduzir queimadas e proteger biomas
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, anunciou nesta quarta-feira, 25, o início dos preparativos para a execução do Plano Integrado de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais 2026. A iniciativa tem como objetivo fortalecer as ações preventivas, de monitoramento e de combate às queimadas, assegurando a proteção dos biomas, a preservação dos recursos naturais e a segurança da população tocantinense. A reunião de alinhamento ocorreu no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas.
O Plano prevê investimento de R$ 26.014.388,96, representando um aumento de 52% em relação a 2025, quando foram destinados R$ 17.195.620,45 às ações de prevenção e combate ao fogo.
Durante o anúncio, o governador destacou a importância do planejamento antecipado e da integração entre os órgãos envolvidos. “Já estamos fazendo a preparação para o combate aos incêndios florestais que ocorrem durante todo o ano, mas principalmente no período de estiagem. Queremos chegar a esse período com todo mundo a postos. Sabemos os resultados que isso causa: doenças respiratórias; danos às nossas belezas naturais; e prejuízos ao setor produtivo. Não vamos deixar isso acontecer”, enfatizou.
O Plano foi construído de forma conjunta pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e pelo Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO)/Defesa Civil Estadual, consolidando uma atuação coordenada do Governo na resposta aos desafios do período de estiagem.
O secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, ressaltou os avanços obtidos em 2025 e o fortalecimento das estratégias para 2026. “No ano passado, tivemos o maior Plano de combate ao fogo da história do Estado, com investimento de R$ 17 milhões e resultados concretos, como a redução de 34% da área queimada em comparação com 2024. Agora apresentamos um plano ainda mais robusto, com aumento de 52% nos investimentos para manter e ampliar esses resultados”, afirmou.
Estrutura do Plano
O Plano Integrado visa implementar ações articuladas de prevenção, monitoramento e combate aos desmatamentos e incêndios florestais, reduzindo impactos ambientais, econômicos e sociais em todo o território tocantinense. Entre as diretrizes estão o fortalecimento da responsabilização, a ampliação da capacidade operacional dos órgãos envolvidos e o investimento contínuo em educação ambiental, por meio de palestras, ações presenciais e orientação às comunidades.
Organizado em três eixos — Prevenção, Monitoramento e Combate — o Plano estabelece medidas antecipadas ao período crítico de estiagem, incluindo boas práticas de manejo e o uso planejado do fogo, por meio da Autorização de Queima Controlada e da Queima Prescrita.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, coronel Peterson Ornelas, destacou o esforço conjunto para aprimorar as operações. “Estamos adquirindo novos equipamentos e viaturas e fortalecendo o trabalho de conscientização em parceria com o projeto Foco no Fogo. A meta é reduzir ainda mais os focos de incêndio no estado”, pontuou.
O presidente do Naturatins, Cledson Lima, também reforçou o compromisso com a proteção ambiental. “Vamos intensificar as ações de conscientização, orientação e manejo integrado do fogo, além de fortalecer as brigadas das unidades de conservação para garantir que nossos recursos naturais estejam protegidos em 2026”, explicou.
Resultados de 2025
Dados do Centro de Informações Geográficas em Gestão do Meio Ambiente (Cigma) apontam que o Tocantins registrou, em 2025, redução de aproximadamente 34% na área queimada em comparação a 2024. Os focos de queimadas também apresentaram queda de 33,1%, com 11.529 registros acumulados entre janeiro e dezembro de 2025, frente aos 17.244 focos contabilizados no mesmo período do ano anterior.
Com o novo Plano, o Governo do Tocantins pretende manter a tendência de redução das queimadas e ampliar a proteção dos biomas e da população, especialmente durante o período de estiagem, quando os riscos de incêndios florestais se intensificam.




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